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terça-feira, 9 de outubro de 2012
Após AVC, Dani Piedade é visitada por companheira da Seleção de handebol
Internada desde a semana passada na Eslovênia por conta de um AVC (acidente vascular cerebral) antes de uma partida do Krim Ljubljana, a pivô Dani Piedade recebeu recentemente uma visita especial em seu quarto de hospital: Duda Amorim. A meia esquerda titular da Seleção Brasileira, que atua na Hungria, divulgou nesta segunda-feira a foto do encontro. Dani Piedade, 32 anos, sofreu um derrame enquanto realizava um aquecimento no último domingo, 30 de setembro. A pivô começou começou a sentir dificuldade para falar e em seguida desmaiou. Ela foi socorrida a tempo e levada para um hospital. Desde então, vem apresentando evolução no quadro clínico. Dani Piedade integra a Seleção Brasileira desde 2000 e já disputou três edições dos Jogos Olímpicos: Atenas 2004, Pequim 2008 e Londres 2012. Ela conquistou três medalhas em Pan-Americanos (2003, 2007 e 2011) e ajudou o País a conquistar o inédito quinto lugar no Mundial realizado no final do ano passado, em São Paulo.
segunda-feira, 5 de março de 2012
Seleção Masculina se apresenta para o Pré Olímpico da Suécia, no início de abril
A Seleção Brasileira Masculina de Handebol se apresenta no próximo domingo (4) em Maringá (PR) para o período de treinos visando ao Pré-Olímpico da Suécia, em abril, quando tentará uma vaga nos Jogos de Londres. O técnico espanhol Javier Garcia Cuesta convocou 17 jogadores para os treinamentos, que vão de 5 a 15 de março. Desse grupo, 13 embarcam no fim do mês para a Tunísia, na África, onde a preparação será finalizada.
A última vez em que a Seleção esteve reunida foi nos Jogos Pan-Americanos de Guadalajara, no México, em outubro, quando ficou com a medalha de prata. Além dos treinos físicos e técnicos, Javier vai aproveitar o período de concentração no Paraná para reforçar a importância de todos darem o máximo para obter a classificação. "Temos consciência da dificuldade que enfrentaremos. Não temos nada a perder e tudo a ganhar", resumiu.
O Pré-Olímpico será disputado entre os dias 6 e 8 de abril, na Suécia. O Brasil enfrentará três seleções europeias: além da anfitriã Suécia, os adversários serão Macedônia e Hungria. Os dois primeiros colocados garantem vaga em Londres. Dos 17 jogadores convocados por Javier, dez estiveram no Pan de Guadalajara. A grande novidade é o retorno do armador-esquerdo Bruno Souza, de 34 anos, que não defendia a Seleção desde 2009.
"Estou ansioso, como sempre fico antes de me apresentar, ainda mais agora por estar voltando à equipe e vindo de lesão", disse Bruno, afastado das quadras desde junho do ano passado, devido à ruptura no ligamento cruzado anterior do joelho direito em um partida pelo Nantes, da França. O armador foi operado no Brasil e está treinando duas vezes por semana no Niteroi Rugby, clube em que iniciou a carreira.
Bruno acredita que pode contribuir muito com a Seleção no Pré-Olímpico pela sua vivência no handebol. "Sou o atleta mais experiente do grupo e isso pode ajudar. Vou para a Seleção para dar o meu melhor", comentou. Em 13 anos com a camisa verde-e-amarela, ele disputou duas Olimpíadas (Atenas e Pequim) e conquistou três medalhas em Jogos Pan-Americanos (dois ouros e uma prata).
Sobre as chances do Brasil no Pré-Olímpico, Bruno acha que a superação vai ser fundamental se a equipe quiser conquistar uma vaga para Londres. "Temos que esquecer as outras seleções e pensar apenas no que podemos fazer no torneio. Precisamos nos superar e valorizar nossa participação no campeonato.
"Preparação final - Três atletas que atuam na Espanha também foram convocados por Javier e se juntarão aos 13 jogadores que viajarão para a Tunísia no dia 29 de março, para a fase final de preparação antes do Pré-Olímpico: o pivô Ales e o meia-esquerda Thiagus, do PM Balomano Ciudad de Longroño, e o ponta-esquerda Borges, do Reale Adema León. Esse grupo final, com 16 atletas, fará dois amistosos no país africano - os adversários ainda não estão definidos.
Grupo convocado para os treinos em Maringá (17 jogadores):
Goleiros:
Maik Ferreira dos Santos (Maik) - (Pinheiros)
Luis Ricardo Nascimento (Rick) - (Metodista)
Andrey Fagundes - ( Unoesc/Chapecó)
Armadores:
Bruno Souza - armador-esquerdo (sem clube)
Gustavo Nakamura Cardoso (Japa)- armador-esquerdo (Metodista)
Fernando Pacheco (Zeba) - armador-direito (Pinheiros)
Rodolfo Moraes (Cyborg) - armador-direito (Unopar/Londrina)
Centrais:
Henrique Teixeira (Teixeira) - (Metodista)
Bruno Santana - (Pinheiros)
Leonardo Bortolini (Léo) - (Unopar/Londrina)
Pontas:
Renato Tupan Ruy (Tupan) - ponta-direita (Metodista)
Fabio Chiufffa (Chiuffa) - ponta-direita (Metodista)
Gil Vicente Pires (Gil) - ponta-esquerda (Unoesc/Chapecó)
André Soares (Alemão) - ponta-esquerda (Unitau/Taubaté)
Pivôs:
Alexandro Pozzer (Chê) - (Pinheiros)
Vinícius Teixeira (Vinícius) - (Metodista)
Emerson Santos - (Associação Maringaense)
Comissão Técnica
Javier Garcia Cuesta (técnico)
Valmir Fassina (assistente-técnico)
Marcos Cézar (preparador físico)
Gustavo Rocha Santos (médico)
Eduardo Ruhling (fisioterapeuta)
Cássio Marques (supervisor)
Jogadores que se juntarão à Seleção na Tunísia:
Thiagus Petrus dos Santos (Thiagus) - meia-esquerda (PM Balonmano Ciudad de Logroño - ESP)
Ales Abrão Silva (Ales) - pivô (PM Balonmano Ciudad de Logroño - ESP)
Felipe Borges (Borges) - ponta-esquerda ( Reale Ademar León-ESP)
Fonte: Mundo do Handebol
quarta-feira, 21 de dezembro de 2011
Mesmo "deficitário", Mundial garante privilégios à Seleção feminina
Fonte:http://esportes.terra.com.br
A campanha inédita no Campeonato Mundial deixou a Seleção feminina de handebol em boas condições não apenas em relação às maiores potências do esporte - que, segundo as jogadoras, passaram a respeitar o time. Com o quinto lugar conquistado no último domingo, a equipe comandada pelo técnico Morten Soubak se tornou o principal produto da Confederação Brasileira (CBHb) para o futuro em relação ao grupo masculino, segundo o próprio presidente Manoel Oliveira.
"O bolo sempre foi repartido no meio, mas com isso as meninas ganharam os Jogos Pan-Americanos de Guadalajara, ganharam a vaga olímpica, ficaram em quinto em um Mundial e encantaram a todos. Elas mostraram que podem ter privilégios daqui para frente", disse o dirigente.
Nesta entrevista exclusiva ao Terra, Manoel Oliveira ainda assegurou a permanência do técnico Morten Soubak até a Olimpíada de 2012 (apesar de fazer uma suave crítica a uma suposta falta de ousadia do dinamarquês durante a derrota nas quartas de final para a Espanha) e admitiu que a competição realizada em São Paulo em dezembro não foi superavitária para a CBHb, mas se disse orgulhoso com o retorno obtido no período. Confira:
Terra - Para o senhor, qual o balanço deste Mundial?
Manoel Oliveira - A confederação foi ousada ao organizar um Campeonato Mundial. Sabíamos do tamanho que seria a competição, mas tínhamos a firme convicção de que possuíamos uma joia bruta em mãos: a Seleção feminina, que tinha capacidade de trazer no mínimo o que trouxe: o quinto lugar. Mas ficamos com o sentimento de que pelo menos o pódio poderia ter sido alcançado. Resultados à parte, o objetivo principal era mobilizar o País. Agora temos um legado muito grande. Tudo isso mostrou que o nosso handebol é questão de apenas um detalhe para entrar na elite. Nosso handebol é um bom produto, então a próxima missão é ir atrás de mais atletas e trazer mais apoio da mídia.
Terra - E como fazer isso?
Manoel Oliveira - É tudo uma questão de resultados. Vamos sensibilizando todos os setores com os resultados, e está aí a grande prova: um quinto lugar inédito em um Mundial, com uma campanha de nove jogos, oito vitórias e só uma derrota - e por um gol de diferença. O handebol se confirma, é uma modalidade pronta, um esporte praticado por muitas pessoas.
Terra - Mas o Morten Soubak, mesmo com um resultado inédito, não se sentiu 100% seguro no cargo durante o Mundial...
Manoel Oliveira - Tanto o Morten Soubak como o Javier García Cuesta (técnico da Seleção masculina) têm contrato para o ciclo olímpico de 2012. A presença deles se dá dentro de tudo o que foi acordado: Jogos Sul-Americanos, Pan-Americanos, Mundial e Olimpíada. O Morten é querido por todas as jogadoras e fez um trabalho muito bom. Até 2012 ele vai ficar, agora nossa questão é garantir a presença dele até 2016.
Terra - Então, por que logo após a derrota para a Espanha, havia essa incerteza? Até mesmo a goleira Chana disse que só fica na Seleção para Londres 2012 se o Morten permanecer.
Manoel Oliveira - O handebol é um esporte de muita emoção, há muito amor em jogo. E isso passa pela partida contra a Espanha. Todos que entendiam de tática acreditavam que algumas ações que ele tomou naquele jogo poderiam ser diferentes e significar uma virada para o Brasil. Ou não. Também poderíamos ter perdido por dez gols de diferença. Houve comentários de que ele deveria ter sido mais audacioso, assim como a confederação teve a ousadia de sediar um Mundial. Ele fez alterações no time que foram cruciais para as viradas contra França e Croácia, então todos do esporte pensam que ele poderia ter sido mais arrojado contra as espanholas. Mas estamos felizes com o trabalho dele.
Nota da redação: contra França e Croácia, depois de virar atrás no placar para o segundo tempo, Soubak alterou o esquema defensivo do Brasil do 6-0 para o 5-1. Contra a Espanha, manteve o 6-0.
Terra - Outra impressão que o Mundial deixou foi que a Seleção masculina ficou um pouco para trás em relação às meninas. É verdade?
Manoel Oliveira - Olha, acontece o seguinte em relação aos investimentos: o bolo sempre foi repartido no meio, mas com isso as meninas ganharam o Pan, ficaram em quinto em um Mundial e encantaram a todos. Elas mostraram que podem ter privilégios daqui para frente.
Terra - A partir de 2012?
Manoel Oliveira - A partir de já.
A pressão também vai aumentar consideravelmente sobre a equipe feminina, não?
Manoel Oliveira - Mas isso faz parte de quem assume o ônus do sucesso. Todos nós já estávamos preparados para isso que aconteceu no Mundial. Claro que queríamos subir no pódio, mas as meninas têm consciência de que a cada dia a pressão vai aumentar sobre elas. E estão preparadas.
Terra - E quanto aos pontos negativos do Mundial?
Manoel Oliveira - O público com certeza foi um ponto negativo, ficou a desejar. Mas não nos jogos do Brasil, o ginásio esteve sempre cheio. Acontece que o campeonato não estava programado para acontecer aqui em São Paulo, o torneio veio para cá de Santa Catarina seis meses antes da abertura. Não há desculpas quando se falha, mas algo ali ficou a desejar.
Nota da redação: Segundo a Federação Internacional de Handebol (IHF), o Ibirapuera nunca esteve no máximo da capacidade. O maior público recebido foi de 6.500 espectadores, menos de 60% dos 11 mil assentos do ginásio.
Terra - E institucionalmente, qual o saldo do torneio?
Manoel Oliveira - Não tivemos um Mundial superavitário, mas contamos com apoio das prefeituras, do governo do Estado e do Ministério do Esporte. Só que, mesmo assim, tivemos que cortar alguns gastos não essenciais. Nosso plano inicial era pagar locação de ônibus e lanches para associações de crianças carentes, mas no momento de aperto tivemos que cancelar essas medidas.
Terra - Houve um prejuízo, então, organizando essa competição?
Manoel Oliveira - Não podemos falar em prejuízo tendo o resultado que alcançamos e o retorno positivo que tivemos. Faltou dinheiro, claro, mas nada que preocupe futuramente.
Terra - E como será o planejamento da CBHb para 2012?
Manoel Oliveira - Tudo é uma questão estratégica. Traçamos uma série de objetivos neste ciclo e até agora só não conseguimos a vaga olímpica no masculino. Enquanto isso, estamos construindo o nosso novo centro de treinamentos, que será inaugurado no ano que vem, em São Bernardo do Campo, no antigo clube da Volskwagen, e nos dará a oportunidade de treinar até quatro Seleções nacionais simultaneamente, sempre produzindo conhecimento.
Terra - E qual vai ser o custo para a CBHb?
Manoel Oliveira - A Prefeitura nos dará o terreno por termo de comodato, e o Ministério do Esporte já nos deu R$ 12 milhões para construirmos tudo. Com certeza teremos um ou outro custo com estrutura, mas já temos o principal.
terça-feira, 20 de dezembro de 2011
Seleção Masculina cogita abandonar Pré-Olímpico
Enquanto a Seleção Brasileira feminina de handebol fez história ao conseguir um quinto lugar inédito no Campeonato Mundial e se tornou bastante badalada nas últimas semanas, a equipe masculina vive uma realidade bem diferente. Como fracassou na classificação para Londres 2012 a partir dos Jogos Pan-Americanos de Guadalajara, em outubro, o time comandado pelo espanhol Javier García Cuesta pode, até mesmo, abdicar do Pré-Olímpico Mundial, marcado para abril. Apesar de a confederação da modalidade (CBHb) recusar, de maneira veemente, essa possibilidade.
A surpreendente notícia foi dada pelo próprio técnico da Seleção masculina, o espanhol Javier García Cuesta, durante participação no 1º Fórum de Debate para Desenvolvimento do Handebol Brasileiro, realizado nos dias 10 e 17 de dezembro, na UniFMU, em São Paulo. Questionado sobre como será a preparação para o Pré-Olímpico, o treinador disse trabalhar com três possibilidades. E uma delas é justamente não disputar a vaga para Londres.
"Tentávamos a vaga olímpica pelo Pan, mas fracassamos", admitiu García Cuesta, citando a derrota na final de Guadalajara para a Argentina. "Agora, temos três possibilidades: realizar uma longa preparação começando em janeiro, juntar o time dez dias antes das partidas e tentar mesmo assim ou então nem vamos, porque nossas chances são mínimas. É necessário tomar algumas decisões, mas eu gostaria muito de poder realizar uma longa etapa de treinos", acrescentou.
Para poder realizar o "plano A", García Cuesta precisaria contar com o apoio dos clubes nacionais, abrindo mão de seus principais atletas por um longo período de tempo.
"Temos essas três alternativas sobre a mesa e todas estão sendo discutidas. Umas mais que as outras", sinalizou o treinador, ciente das dificuldades, e sobretudo do alto nível do Pré-Olímpico. O Brasil está no grupo da Espanha (terceira colocada do Mundial e anfitriã da chave), Islândia (sexta) e outro país a ser definido a partir do Campeonato Europeu, em janeiro.
Entretanto, a posição de Cuesta não é compartilhada por Manuel de Oliveira, presidente da CBHb. Perguntado sobre o tema, o dirigente não hesitou ao afirmar que o Brasil competirá, sim, no Pré-Olímpico. E com chances de conseguir terminar entre os dois primeiros do grupo, o que daria a vaga olímpica ao País.
"O Brasil quer jogar o Pré-Olímpico e quer a vaga", afirmou Oliveira, contundentemente. "Em hipótese alguma deixaremos de ir. Vamos para fazer o nosso melhor. Mas não há a menor, a mais remota possibilidade de não irmos", repetiu o dirigente.
Enquanto a Seleção masculina ainda vive uma indefinição sobre a presença na Olimpíada e até mesmo no Pré-Olímpico, a equipe feminina começa o ano muito mais tranquila. Classificada para Londres graças ao ouro do Pan, o time comandado pelo dinamarquês Morten Soubak deverá começar em junho a etapa de preparação para os Jogos.
sexta-feira, 9 de dezembro de 2011
Seleção pede mais público em SP para finais do Mundial
A Seleção Brasileira não deixa de elogiar a animação da torcida paulista ao longo do Campeonato Mundial feminino de handebol, sempre muito barulhenta no Ginásio do Ibirapuera, mas nunca numerosa. Classificado para as oitavas de final, o time anfitrião do torneio espera as arquibancadas cheias para a fase decisiva da competição. Se possível, com as cadeiras completamente tomadas, para dar ainda mais força ao time, primeiro colocado do Grupo C.
"Acho muito estranho, ainda tem muito espaço livre no ginásio", criticou o técnico da Seleção, o dinamarquês Morten Soubak, que havia classificado como importantíssimo o desempenho da torcida durante a vitória de virada por 26 a 22 sobre a França, na última terça-feira. Porém, em nenhum dos quatro jogos desta primeira fase, o Ibirapuera esteve tomado.
A cada dia é possível notar mais empolgação da torcida, que cria um novo grito para incentivar as jogadoras brasileiras e que vibra e idolatra a goleira Chana a cada defesa da camisa 1. Nesta quinta-feira, durante a vitória por 33 a 28 sobre a Romênia, até cornetas agitavam as arquibancadas. Mas Soubak quer mais.
"Se dizem que o handebol é um dos esportes mais jogados em escolas e clubes no Brasil, não tem razão para o público não estar aqui. Nossa equipe já está ganhando, agora virão os melhores jogadores do mundo... acho muito estranho. Então convido o povo para vir nos próximos jogos e encher isso aqui. Só tem a somar para a gente", pediu Soubak, apoiado pela pivô Dani Piedade, que balançava a cabeça positivamente enquanto o dinamarquês falava.
As críticas de Soubak podem ser justificadas pelo número de público registrado no Ibirapuera ao longo desta primeira fase. Segundo dados da Federação Internacional de Handebol (IHF), o Ibirapuera só atingiria sua capacidade máxima se os números de torcedores durante os quatro jogos do Brasil fosses somados.
O maior público já registrado em partidas do Brasil no Mundial foi contra a França: 3,5 mil. Já nas partidas contra Romênia e Cuba, 3 mil torcedores estiveram presentes em cada um. Contra o Japão, foram apenas 1,5 mil fãs nas arquibancadas. Somando-se, teremos 11 mil - exatamente a capacidade máxima do Ginásio do Ibirapuera, segundo a Prefeitura de São Paulo.
Pequena, mas emocionante
Apesar de em pouco número - o anel superior das arquibancadas do Ibirapuera ainda apresentam muitos espaços vazios, mas já estão muito mais apinhados do que na estreia, quando ficou praticamente às moscas -, o público tem arrepiado as jogadora da Seleção. Que o diga a dupla de armadoras formada por Duda Amorim e Deonise.
"A torcida tem sido fundamental, foi impressionante o que o público fez durante a vitória sobre a França. Jogando no Brasil, nunca tinha sentido essa vibração. Nem mesmo nos Jogos Pan-Americanos do Rio de Janeiro de 2007. Ver o público incentivando e acreditando na gente...", comentou Deonise. "Nem no Pan. Emocionou", complementou Duda.
Brasil lidera grupo em Mundiais de handebol pela 1ª vez e está perto de melhor campanha
As quatro vitórias da seleção feminina de handebol na primeira fase do Mundial já garantiram ao time a primeira colocação do Grupo C, que está sendo jogado no Ginásio do Ibirapuera, em São Paulo. Os triunfos sobre Cuba, Japão, França e Romênia fizeram com que o time chegasse aos oito pontos e já não possa ser mais ultrapassado, independente dos resultados da última rodada. Mais do que isso: pela primeira vez na história dos Mundiais, o Brasil consegue terminar a fase de classificação como líder do seu grupo.
O feito, é claro, já é exaltado pelas jogadoras e também pela comissão técnica. No entanto, o técnico Morten Soubak pede concentração e foco total dia após dia, para conseguir melhor ainda mais a campanha no torneio e até mesmo brigar por medalhas.
"Esse Mundial é um marco para o handebol brasileiro. Conseguimos vitórias importantes, e ainda tem esse fato de sermos as primeiras do país a terminar em primeiro lugar na fase de classificação. A gente sempre almeja estar entre as melhores do mundo, mas isso não acontece de uma hora para outra. Cada vitória é uma surpresa para nós, sabemos que temos potencial para ir longe", comemorou a pivô Dani Piedade, após o triunfo por 33 a 28 sobre a Romênia, nesta quinta-feira.
Nas oitavas de final, segunda-feira, o Brasil pegará o quarto colocado do Grupo D, que provavelmente será a Costa do Marfim, seleção considerada mais fraca do que a brasileira. Em caso de uma eventual classificação para as quartas de final, já será o melhor resultado do país em Mundiais.
Em 2005, chegou em 7º, mas o formato era diferente e não tinha mata-mata, como agora. Na ocasião, os três melhores de cada um dos grupos avançaram à fase seguinte, na qual foram divididos em dois grupos de seis. Depois de jogos dentro da chave, os dois melhores faziam a semifinal, e as colocações seguintes determinariam o lugar final no torneio.
Nesta sexta-feira, o Brasil encerra a fase de classificação diante da Tunísia, às 19h45 (de Brasília). No confronto, Morten Soubak deverá poupar suas principais jogadoras, que estão em uma sequência desgastante de jogos, e colocar em quadra atletas que atuaram menos até o momento, como Samira e Moniky. Mesmo se perder, a liderança está garantida.
terça-feira, 6 de dezembro de 2011
Em Jogo emocionante, Brasil venceu a França de virada por 26 a 22
A Seleção Brasileira conseguiu uma vitória incrível nesta terça-feira no Campeonato Mundial feminino de handebol e garantiu com antecipação a vaga para as oitavas de final. Diante da poderosa França, atual vice-campeã do torneio, o time verde-amarelo superou os próprios erros, buscou uma reação épica no segundo tempo e saiu de quadra com a vitória por 26 a 22, na liderança do Grupo C ao final da terceira rodada e empolgando o Ginásio do Ibirapuera, em São Paulo.
Depois de virar para o intervalo perdendo por 17 a 10, o Brasil teve uma atuação épica na etapa decisiva. Com a veterana Chana fechando o gol no segundo tempo e contando com um barulho enorme das arquibancadas, além de uma mudança tática feita pelo técnico Morten Soubak, a Seleção tirou a diferença do placar em pouco mais de 15 minutos e manteve o aproveitamento de 100%, com a terceira vitória no Mundial.
Com isso, o Brasil chegou aos seis pontos e não pode mais ser alcançado pelo Japão, quinto colocado com um. A Romênia aparece em segundo com cinco, enquanto a França caiu para a terceira posição do Grupo C, parada nos quatro. A Tunísia, no quarto posto, fecha a zona de classificação da chave, enquanto Cuba, com três derrotas, aparece zerada na lanterna.
Antes do duelo entre brasileiras e francesas, a terceira etapa da primeira fase do grupoteve um equilibradíssimo duelo entre Romênia e Japão, que empataram por 28 a 28 em um jogo dramático: as asiáticas, que precisavam da vitória para seguirem sonhando com uma vaga às oitavas de final, conseguiram igualar no estouro do cronômetro. Antes, em duelo de duas equipes até então zeradas na pontuação, a Tunísia somou seu primeiro triunfo ao bater Cuba por 32 a 29.
Agora, as seleções do Grupo C ganham a quarta-feira de folga e só retornam ao Ginásio do Ibirapuera na quinta, para a quarta e penúltima rodada da chave. Fechando o dia, o Brasil encara a Romênia às 19h45 (de Brasília); antes, Japão e Tunísia abrem o dia de partidas na capital paulista às 15h e, às 17h15, a França mede forças com Cuba.
França se sobressai com antijogo e contragolpes
A partida começou nervosa e extremamente equilibrada. A França, que exagerava nas faltas e dificultava para o Brasil, esteve sempre à frente do marcador, mas sem grande folga até o relógio chegar aos 10min, com 3 a 2. O Ginásio do Ibirapuera, com mais público do que nos outros dois jogos, se levantou mesmo na adversidade e não parou de gritar. Ainda assim, as francesas conseguiam com sucesso dificultar o ataque verde-amarelo.
As brasileiras, demonstrando certa afobação, passaram a desperdiçar muitas chances de ataque e viram as europeias aumentarem consideravelmente essa diferença. Com meros 43% de aproveitamento nos arremessos e sofrendo com contragolpes mortais, a Seleção foi para o intervalo perdendo por sete gols de desvantagem: 17 a 10.
Chana fecha o gol e Brasil vira:
Apesar da diferença considerável, o Brasil voltou melhor para o segundo tempo. A goleira Chana voltou como titular e foi ovacionada pela torcida, que vibrou muito e empolgou as jogadoras em quadra. Aliado a isso, Soubak abriu mão no esquema defensivo 6-0, deixou Alexandra mais à frente com o 5-1 e aumentou a zaga. Resultado: a vantagem francesa caiu para quatro gols com 9min, para 19 a 16.
A defesa brasileira, muito mais forte no segundo tempo, passou a dar sustentação para o ataque, que voltou eficiente para a etapa final. Aliado a isso, cada defesa de Chana enlouquecia ainda mais o público paulistano.
De tanto brigar, a Seleção buscou o empate aos 18min com 21 a 21, virou aos 20min para 22 a 21, provocou um barulho ensurdecedor no Ibirapuera e ganhou força para os últimos minutos. A diferença aumentou, o ginásio ficou em pé e não parou de gritar e comemorou a vitória histórica.
França e Dinamarca vencem com facilidade
Depois de Cuba x Romênia e Costa do Marfim x Suécia, foi a vez de Tunísia x França e Argentina e Dinamarca entrarem em quadra nesta segunda-feira, pela segunda rodada do Mundial Feminino de Handebol, que está sendo disputado em São Paulo e termina no dia 18. As quatro partidas reuniram equipes dos Grupos C e D. As chaves A e B ganharam folga na tabela, e voltam a jogar nesta terça.
O Ginásio Ibirapuera, sede do Grupo C, recebeu o confronto entre Tunísia e França, sem grandes emoções. As francesas, vice-campeãs mundiais, venceram com relativa facilidade por 27 a 15 (12 a 9), mas não apresentaram o nível de handebol esperado. A França não organizou grandes ataques; no entanto, com defesa quase impecável conseguiu barrar as adversárias. O placar teria sido mais elástico, não fosse a goleira da Tunísia ter salvado algumas bolas.
As tunisianas chegaram a ficar apenas dois pontos no placar, mas a França disparou novamente. Na primeira rodada, a Tunísia perdeu para a Romênia por 28 a 30, e França derrotou o Japão.
"Não jogamos bem, não demos tudo o que podemos. Precisamos, sem dúvida, acertar alguns detalhes para amanhã, confronto mais forte que o de hoje", admitiu o técnico francês Olivier Krumbholz, referindo-se à partida contra o Brasil, às 19h45min. Mais cedo, enfrentam-se Tunísia e Cuba às 15h e Romênia e Japão às 17h15min.
Argentina x Dinamarca
A Dinamarca confirmou seu favoritismo e venceu a Argentina pela segunda rodada do Grupo D, com placar final de 31 a 13. Com amplo domínio, o técnico dinamarquês Jan Pytlick fez muitas mudanças em sua equipe, aproveitando para dar ritmo às jogadoras.
"Nós tivemos uma melhora nesta partida na questão defensiva, principalmente no início do jogo", afirmou Pytlick, referindo-se à diferença de 13 pontos na primeira etapa (placar de 18 a 5).
"O que garantiu a nossa vitória foi a velocidade das nossas jogadoras", finalizou o técnico dinamarquês.
A Dinamarca venceu na rodada inicial o Uruguai, também por um placar elástico (36 a 10). A Argentina acumula sua segunda derrota no torneio, já que no sábado foi superada pela Suécia por 37 a 11.
Seleção derrota Japão e mantém 100% no Mundial
A Seleção Brasileira encontrou a primeira resistência no Campeonato Mundial feminino de handebol nesta segunda-feira, mas deixou a segunda rodada com 100% de aproveitamento no Grupo C e perto de uma vaga nas oitavas de final. Contra um aguerrido time japonês, as representantes nacionais tiveram mais problemas do que na estreia, mas saíram de quadra no Ginásio do Ibirapuera, em São Paulo, com a vitória por 32 a 24 e em boas condições na chave.
Depois de derrotar Cuba por 37 a 21 na sexta, o Brasil teve pela frente nesta segunda um conjunto japonês bastante ágil, que impôs dificuldades. Ainda assim, com grandes atuações da ponta Alexandra (eleita melhor em quadra), da armadora Duda Amorim e das goleiras Bárbara (no primeiro tempo) e Chana (no segundo), o time da casa puderam chegar aos quatro pontos no Grupo C e manter a invencibilidade.
Além do Brasil, outras duas equipes venceram os dois compromissos no Grupo C e aparecem com quatro pontos no topo da liderança: a França, principal favorita da chave, e a Romênia. Enquanto isso, Tunísia, Cuba e Japão perderam as duas partidas até agora e aparecem zeradas na classificação. Os quatro países mais bem classificados avançam às oitavas de final.
A França, vice-campeã mundial em 2009, encontrou mais resistência que o esperado, mas conseguiu bater as africanas da Tunísia por 25 a 17 nesta segunda. Já a Romênia, que deve fazer um duelo particular com a Seleção Brasileira pelo segundo lugar da chave, teve um pouco mais de problemas para derrotar Cuba por 33 a 27.
Brasil oscilante
Temendo o rápido ataque adversário, o Brasil adotou a tática de formar um paredão na frente da área e dificultar as finalizações do baixo time japonês. Assim, com rápidas jogadas de contragolpe, a equipe anfitriã fez o primeiro gol aos 45s com a armadora Deonise e ampliou na sequência com a central Ana Paula.
Contudo, as brasileiras acabaram desperdiçando em seguida boas chances ofensivas ao cometer infrações. O Japão aproveitou o momento e, após anotar seu primeiro gol aos 5min de jogo, empatou com 5min30s e deu mostras de que poderia emparelhar a partida. Mas apenas pareceu: o Brasil reagiu rápido, fez quatro gols em menos de quatro minutos e abriu vantagem.
Mesmo contando também com a ajuda da trave, acertada quatro vezes pelas orientais, o time não aproveitou para aumentar a diferença no marcador até a metade da primeira etapa, quando vencia por 10 a 5. Entretanto, ainda que a goleira Bárbara tenha feito uma grande atuação, o time da casa acabou caindo de produção na reta final e foi para o intervalo com uma diferença apertada, de 16 a 12.
Estabilidade e vantagem
O segundo período foi mais tranquilo para a Seleção Brasileira, que voltou errando menos e aproveitando a pontaria certeira do eficiente trio Alexandra, Duda Amorim e Ana Paula. O ataque passou a ser mais eficiente (apesar de perder dois tiros de 7 m) e a defesa ficou mais sólida com a entrada da experiente goleira Chana.
Pouco a pouco o Brasil conseguiu dilatar a vantagem no marcador, até abrir 24 a 17. Mais tranquilo, e contando com uma noite inspirada de Chana, restou conservar a diferença até o estouro do cronômetro para ratificar a segunda vitória verde-amarela.
A próxima partida do Brasil será nesta terça, também às 19h45 (de Brasília) no Ginásio do Ibirapuera. A equipe de Morten Soubak terá o maior desafio nesta primeira fase contra a França, que também aparece invicta. Já as japonesas terão pela frente a Romênia, às 17h15. Tunísia e Cuba abrem a programação na arena paulistana.
segunda-feira, 5 de dezembro de 2011
Angola surpreende rivais e lidera Grupo A do Mundial
Duas vitórias e 100 % de aproveitamento. Este é o desempenho da surpreendente Angola, líder isolada do Grupo A do Mundial Feminino de Handebol com quatro pontos conquistados. As angolanas bateram a Islândia, por 28 a 24, na segunda rodada da competição, neste domingo (4), na Arena Santos, em Santos, Litoral Paulista.
"Trabalhamos dentro de esquema traçado em cima do jogo da Islândia na estréia. Co isso conseguimos melhor posicionamento defensivo. O ataque teve bom aproveitamento e isso fez a diferença. Vamos pensar em um jogo de cada vez. Agora já estamos focados em Montenegro, nosso próximo compromisso", comentou o auxiliar técnico de Angola, Edgar Neto.
Jogo - O início de jogo surpreende a maioria dos presentes na Arena Santos. Com jogadas individuais das armadoras, Isabel Fernandes e Nair Filipe Alemida, Angola dominou os primeiros minutos. A equipe do técnico Francisco Eduardo Vivaldo chegou a estar vencendo por quatro gols de diferença, 13 a 9. A Islândia marcou pressão no encerramento da etapa e reduziu o marcador. Mesmo assim as angolanas fecharam o período em vantagem de 15 a 12.
No segundo tempo brilhou a estrela da central angolana, Marcelina Kiala. A camisa 18 da Angola comandou sua equipe com velozes passes e arremates. A jogadora foi eleita melhor em quadra. Em momento algum a Islândia conseguiu se aproximar no placar. Angola fechou o jogo em 28 a 24 e garantiu a segunda vitória na chave.
"Entramos em quadra tranquilas e prontos para desenvolvermos nosso melhor jogo. Temos grande responsabilidade em representar bem o continente africano. Quero dividir o prêmio de destaque da partida com minhas companheiras. Sem elas isso não teria acontecido. O mais importante foi termos alcançado a vitória", destacou a camisa 18.
Próximos jogos - a terceira rodada do Grupo A do Mundial Feminino de Handebol ocorrerá na próxima terça-feira (6).
Confira os jogos:
15 horas - Montenegro x Angola
17h15 - Noruega x Islândia
19h30 - Alemanha x China
Classificação do Grupo A após duas rodadas disputadas:
1º - Angola - 4 pontos
2º - Islândia, Alemanha, Noruega e Montenegro - 2 pontos
6º - China - 0 ponto
Seleção enfrenta Japão nesta segunda, no Ibirapuera
A seleção brasileira feminina de handebol entra em quadra no Ibirapuera nesta segunda-feira (5), para enfrentar o Japão, às 19h45. Será a segunda partida da equipe, que estreou no Mundial de Sâo Paulo na sexta-feira (2), com vitória por 37 a 21 sobre Cuba.
As brasileiras não jogaram nas rodadas de sábado (3) e domingo (4), mas treinaram no Pinheiros.
As japonesas vêm de derrota para a França (41 a 22), no domingo (4).
Finalizações e atenção
Segundo a central Mayara, passou a ansiedade pela estreia mas a equipe não pode se acomodar contra rivais que teoricamente são mais fracas.
- O mais importante será ajustarmos finalizações, porque perdemos alguns gols fáceis contra as cubanas.
Fernanda, artilheira na estreia com oito gols, falou sobre a atenção necessária contra as japonesas.
- É uma equipe muito rápida e que consegue surpreender durante o jogo, principalmente na formação da defesa. Estudamos bem isso e a dica do Morten [Soubak, técnico da seleção brasileira] é uma só: concentração para não nos abalarmos quando elas mudarem o jeito de jogar. Além disso, somos mais fortes fisicamente e esse é um ponto a nosso favor, que podemos explorar.
Mais jogos
Também nesta segunda-feira (5), jogam no Ibirapuera, pelo Grupo C, Cuba e Romênia, às 15h, Tunísia e França, às 17h15.
O Mundial, disputado entre 24 seleções, vai até o dia 18. As cidades de Santos (Grupo A), Barueri (Grupo B) e São Bernardo do Campo (Grupo D), são as outras sedes.
quarta-feira, 26 de outubro de 2011
Seleção Masculina vê vaga olímpica cada vez mais distante
A derrota para a Argentina na final do handebol masculino do Pan de Guadalajara pode custar ao Brasil a ausência nos Jogos Olímpicos de Londres, em 2012, interrompendo uma série que vem desde Atenas, em 2004.
O ouro no Pan daria a vaga automaticamente para a Olimpíada. Como não conseguiu, o Brasil terá de jogar o Pré-olímpico Mundial, provavelmente em maio, quando serão distribuídas as últimas seis vaga para os Jogos Olímpicos.
"Fizemos a melhor preparação da história do handebol brasileiro, mas não conseguimos obter o nosso objetivo. Agora será muito mais difícil, porque jamais uma equipe sul-americana conseguiu passar pelo pré-olímpico", lamentou o presidente da Confederação Brasileira de Handebol, Manoel Luiz de Oliveira.
Entre os jogadores, o sentimento é parecido. Entretanto, ninguém admite que a classificação é impossível. "Vai ser uma competição muito difícil, contra adversários de outro calibre. Vamos nos preparar e fazer o melhor possível", afirmou Tupan. O goleiro Marcão classificou a obtenção da vaga olímpica como "uma missão quase impossível", mas definiu os jogadores como "guerreiros que jamais se entregam."
segunda-feira, 19 de setembro de 2011
Seleção Brasileira enfrenta a Tunísia em Maringá
A
Seleção Olímpica Masculina de Handebol viajou neste domingo para
Maringá, no Paraná, onde disputará três amistosos contra a Tunísia no
Ginásio Parque do Japão, o primeiro deles nesta terça-feira, a partir
das 19h30min. Os jogos fazem parte da reta final de preparação da equipe
para os Jogos Pan-Americanos de Guadalajara, que será disputado de 14 a
30 de outubro, e o palco escolhido não poderia ser mais especial para o
capitão Leonardo Luis Bortolini, o Léo. O armador é nascido na cidade
paranaense de Campo Mourão e poderá sentir de perto o apoio da família,
antes de embarcar rumo ao seu terceiro Pan.
"É muito bom jogar em
casa, no lugar onde eu comecei. Provavelmente, alguns parentes e amigos
virão torcer nesses amistosos, principalmente, minha irmã e minha
sobrinha devem estar presentes, e ter o 'meu pessoal' por perto para dar
esse apoio final antes da competição é muito importante; dá mais
tranquilidade e mais motivação", destacou Léo.
Aos 34 anos ,16
deles dedicados à Seleção Brasileira, o armador tem também quatro
mundiais e uma Olimpíada acumulados no currículo. E não é de hoje que o
jogador é visto como referência. Ele veste a braçadeira de capitão desde
2009, mas, em 1999, nos Jogos de Winnipeg, também liderou a equipe
nacional, com apenas 22 anos.
"Com certeza, ser capitão é
sinônimo de ter uma responsabilidade a mais dentro do time. Acredito que
a escolha não é feita somente pela idade, mas pela liderança que o
atleta exerce", opinou.
Do atual grupo, apenas o goleiro Marcão,
com 35 anos, é mais velho que Léo. Na outra ponta do elenco, há
jogadores jovens, como o central Henrique Teixeira, o ponta Chiuffa e o
armador Thiagus, todos de 22 anos.
"O principal papel dos mais
experientes é tentar passar confiança e tranquilidade aos meninos nos
momentos difíceis, fazendo com que eles não se sintam pressionados e
possam realizar bons jogos, ajudando a equipe", avaliou o capitão.
Sobre
o elenco que defenderá a Seleção Masculina no México, Léo disse estar
muito animado com a qualidade dos jogadores convocados pelo técnico
Javier Garcia Cuesta.
"Temos 15 atletas que podem entrar em
quadra e fazer com que o rendimento não caia. Hoje em dia, isso é muito
importante, pois o ritmo de jogo está corrido e exige muito do
condicionamento físico. Estamos bem, e acredito que vamos fazer um ótimo
papel em Guadalajara", afirmou.
Os outros dois confrontos contra
a Tunísia estão marcados para quinta-feira, às 19h30, e sábado, às 17h.
De Maringá, a Seleção retorna a São Sebastião do Paraíso, em Minas
Gerais, onde esteve concentrada nos últimos quinze dias para disputar
dois amistosos contra Cuba, na Arena Olímpica, nos dias 27 e 29 deste
mês. O terceiro jogo contra Cuba está marcado para o dia 1º de outubro,
em São Paulo, mas o local ainda não foi definido.
No dia 7 de
outubro, jogadores e comissão técnica embarcam para o México. Além de
buscar o tricampeonato, o Brasil precisa do título nos Jogos
Pan-Americanos para garantir uma vaga nas Olimpíadas de Londres, em
2012.
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