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quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

Mesmo "deficitário", Mundial garante privilégios à Seleção feminina

 Fonte:http://esportes.terra.com.br
A campanha inédita no Campeonato Mundial deixou a Seleção feminina de handebol em boas condições não apenas em relação às maiores potências do esporte - que, segundo as jogadoras, passaram a respeitar o time. Com o quinto lugar conquistado no último domingo, a equipe comandada pelo técnico Morten Soubak se tornou o principal produto da Confederação Brasileira (CBHb) para o futuro em relação ao grupo masculino, segundo o próprio presidente Manoel Oliveira.
"O bolo sempre foi repartido no meio, mas com isso as meninas ganharam os Jogos Pan-Americanos de Guadalajara, ganharam a vaga olímpica, ficaram em quinto em um Mundial e encantaram a todos. Elas mostraram que podem ter privilégios daqui para frente", disse o dirigente. 
Nesta entrevista exclusiva ao Terra, Manoel Oliveira ainda assegurou a permanência do técnico Morten Soubak até a Olimpíada de 2012 (apesar de fazer uma suave crítica a uma suposta falta de ousadia do dinamarquês durante a derrota nas quartas de final para a Espanha) e admitiu que a competição realizada em São Paulo em dezembro não foi superavitária para a CBHb, mas se disse orgulhoso com o retorno obtido no período. Confira: Terra - Para o senhor, qual o balanço deste Mundial? 
Manoel Oliveira - A confederação foi ousada ao organizar um Campeonato Mundial. Sabíamos do tamanho que seria a competição, mas tínhamos a firme convicção de que possuíamos uma joia bruta em mãos: a Seleção feminina, que tinha capacidade de trazer no mínimo o que trouxe: o quinto lugar. Mas ficamos com o sentimento de que pelo menos o pódio poderia ter sido alcançado. Resultados à parte, o objetivo principal era mobilizar o País. Agora temos um legado muito grande. Tudo isso mostrou que o nosso handebol é questão de apenas um detalhe para entrar na elite. Nosso handebol é um bom produto, então a próxima missão é ir atrás de mais atletas e trazer mais apoio da mídia. 
Terra - E como fazer isso? 
Manoel Oliveira - É tudo uma questão de resultados. Vamos sensibilizando todos os setores com os resultados, e está aí a grande prova: um quinto lugar inédito em um Mundial, com uma campanha de nove jogos, oito vitórias e só uma derrota - e por um gol de diferença. O handebol se confirma, é uma modalidade pronta, um esporte praticado por muitas pessoas. Terra - Mas o Morten Soubak, mesmo com um resultado inédito, não se sentiu 100% seguro no cargo durante o Mundial...
Manoel Oliveira - Tanto o Morten Soubak como o Javier García Cuesta (técnico da Seleção masculina) têm contrato para o ciclo olímpico de 2012. A presença deles se dá dentro de tudo o que foi acordado: Jogos Sul-Americanos, Pan-Americanos, Mundial e Olimpíada. O Morten é querido por todas as jogadoras e fez um trabalho muito bom. Até 2012 ele vai ficar, agora nossa questão é garantir a presença dele até 2016. 
Terra - Então, por que logo após a derrota para a Espanha, havia essa incerteza? Até mesmo a goleira Chana disse que só fica na Seleção para Londres 2012 se o Morten permanecer.  
Manoel Oliveira - O handebol é um esporte de muita emoção, há muito amor em jogo. E isso passa pela partida contra a Espanha. Todos que entendiam de tática acreditavam que algumas ações que ele tomou naquele jogo poderiam ser diferentes e significar uma virada para o Brasil. Ou não. Também poderíamos ter perdido por dez gols de diferença. Houve comentários de que ele deveria ter sido mais audacioso, assim como a confederação teve a ousadia de sediar um Mundial. Ele fez alterações no time que foram cruciais para as viradas contra França e Croácia, então todos do esporte pensam que ele poderia ter sido mais arrojado contra as espanholas. Mas estamos felizes com o trabalho dele.

Nota da redação: contra França e Croácia, depois de virar atrás no placar para o segundo tempo, Soubak alterou o esquema defensivo do Brasil do 6-0 para o 5-1. Contra a Espanha, manteve o 6-0. 

Terra - Outra impressão que o Mundial deixou foi que a Seleção masculina ficou um pouco para trás em relação às meninas. É verdade? 
Manoel Oliveira - Olha, acontece o seguinte em relação aos investimentos: o bolo sempre foi repartido no meio, mas com isso as meninas ganharam o Pan, ficaram em quinto em um Mundial e encantaram a todos. Elas mostraram que podem ter privilégios daqui para frente. Terra - A partir de 2012? 
Manoel Oliveira - A partir de já. 
A pressão também vai aumentar consideravelmente sobre a equipe feminina, não? Manoel Oliveira - Mas isso faz parte de quem assume o ônus do sucesso. Todos nós já estávamos preparados para isso que aconteceu no Mundial. Claro que queríamos subir no pódio, mas as meninas têm consciência de que a cada dia a pressão vai aumentar sobre elas. E estão preparadas. 
Terra - E quanto aos pontos negativos do Mundial? 
Manoel Oliveira - O público com certeza foi um ponto negativo, ficou a desejar. Mas não nos jogos do Brasil, o ginásio esteve sempre cheio. Acontece que o campeonato não estava programado para acontecer aqui em São Paulo, o torneio veio para cá de Santa Catarina seis meses antes da abertura. Não há desculpas quando se falha, mas algo ali ficou a desejar.

Nota da redação: Segundo a Federação Internacional de Handebol (IHF), o Ibirapuera nunca esteve no máximo da capacidade. O maior público recebido foi de 6.500 espectadores, menos de 60% dos 11 mil assentos do ginásio.

Terra - E institucionalmente, qual o saldo do torneio? 
Manoel Oliveira - Não tivemos um Mundial superavitário, mas contamos com apoio das prefeituras, do governo do Estado e do Ministério do Esporte. Só que, mesmo assim, tivemos que cortar alguns gastos não essenciais. Nosso plano inicial era pagar locação de ônibus e lanches para associações de crianças carentes, mas no momento de aperto tivemos que cancelar essas medidas. 
Terra - Houve um prejuízo, então, organizando essa competição?
 Manoel Oliveira - Não podemos falar em prejuízo tendo o resultado que alcançamos e o retorno positivo que tivemos. Faltou dinheiro, claro, mas nada que preocupe futuramente. Terra - E como será o planejamento da CBHb para 2012?  
Manoel Oliveira - Tudo é uma questão estratégica. Traçamos uma série de objetivos neste ciclo e até agora só não conseguimos a vaga olímpica no masculino. Enquanto isso, estamos construindo o nosso novo centro de treinamentos, que será inaugurado no ano que vem, em São Bernardo do Campo, no antigo clube da Volskwagen, e nos dará a oportunidade de treinar até quatro Seleções nacionais simultaneamente, sempre produzindo conhecimento. Terra - E qual vai ser o custo para a CBHb? 
Manoel Oliveira - A Prefeitura nos dará o terreno por termo de comodato, e o Ministério do Esporte já nos deu R$ 12 milhões para construirmos tudo. Com certeza teremos um ou outro custo com estrutura, mas já temos o principal.

terça-feira, 20 de dezembro de 2011

Chana Masson, melhor goleira do Mundial pode jogar na Metodista em 2012

Quem diria. A melhor goleira de handebol do planeta, eleita para a seleção do Campeonato Mundial realizado no Brasil, vai jogar no Brasil.
Chana Masson está bem perto de vestir a camisa da Metodista/ São Bernardo em 2012. “Estamos negociando, são pequenos detalhes. Ela deve vir depois que cumprir o contrato com o atual time (Randers, da Dinamarca)”, abriu o jogo o técnico Eduardo Carlone, da própria Metodista. “A nossa realidade é diferente da Europa, onde um atleta recebe entre R$ 40 e 50 mil.
Não sei se a Chana recebe isso lá, mas certamente ganhará menos aqui. Vai voltar porque quer encerrar carreira aqui”, completou. A tendência é que Chana se apresente à equipe do ABC em maio, quando se encerra a temporada do handebol na Europa. No entanto, a estreia só deve ocorrer depois das Olimpíadas de Londres, já que a Seleção Brasileira costuma se apresentar com antecedência para treinamentos.
“Fui a primeira a sair para a Europa e vou ser a primeira a voltar. Então, é como fechar um ciclo. É o que mais quero neste momento”, sonha. E não é só Chana que deseja voltar ao país. “Outras jogadoras da seleção também têm essa vontade e podem ser repatriadas. Tive sondagens de meninas dizendo que gostariam de jogar conosco”, revelou Carlone, que assistiu todas as partidas do Mundial no ginásio Poliesportivo. Aliás, é o campeonato recém encerrado que enche o técnico de esperança de ver o handebol em um patamar superior. “Temos uma perspectiva de que aumente os patrocinadores. Se isso acontecer, vamos atrás de mais reforços”, promete.

Noruega quebra jejum, vence França e é bi do Mundial de handebol

A Noruega se sagrou campeã do Campeonato Mundial feminino de handebol de 2011, realizado no Brasil. Diante de um bastante animado Ginásio do Ibirapuera, ocupado neste domingo por torcedores de várias nacionalidades, a equipe nórdica venceu com tranquilidade na final a França por 32 a 24 e conquistou seu segundo título na história da competição. O último - e então único - havia sido obtido há 12 anos, em 1999. 
Empurrada por uma animada e reforçada torcida no Ginásio do Ibirapuera, a Noruega, campeã olímpica em 2008, não deu chances para as rivais. Pior para as francesas, que amargaram o vice-campeonato pela segunda vez consecutiva. Há dois anos, elas haviam sido batidas na final para a Rússia. O pódio no Brasil foi completado pela Espanha, que superou a Dinamarca na disputa do terceiro lugar.
A decisão do 20º Mundial feminino de handebol começou extremamente equilibrada, com as duas equipes realizando um bom trabalho defensivo. No entanto, depois de um empate por 3 a 3 ao longo dos seis primeiros minutos, a França passou a aproveitar melhor as chances no ataque e abriu uma ligeira vantagem de 6 a 4, mas que durou pouco.
Mais fortes e eficientes, a Noruega virou o jogo com três gols seguidos e passou a dominar a partida. E as francesas, que sentiam falta de Alllison Pineau, artilheira do time - e que sofreu uma grave lesão no joelho na semifinal e deverá ficar afastada por seis meses do esporte -, pouco conseguiram fazer. As nórdicas foram com tudo e fecharam o primeiro tempo com uma larga diferença de seis gols: 19 a 13.
A soberania norueguesa acabou desmotivando a torcida francesa, que havia emocionado cantando o hino do país antes da partida. Do outro lado, os noruegueses continuaram fazendo uma barulhenta festa nas arquibancadas: enquanto as jogadoras administravam o placar dentro de quadra durante os 30min finais, os fãs não paravam de cantar, batucar e balançar sinos, celebrando por antecipação o bicampeonato mundial.
Encerrada a partida, as jogadoras ainda pegaram uma bandeira norueguesa com a torcida e deram a volta olímpica pela quadra do Ginásio do Ibirapuera. O público, inclusive os franceses, aplaudiram a seleção nórdica, que se emocionaram e choraram com o título.

Carrasco brasileiro vai ao pódio:
Antes da final entre norueguesas e francesas, a Espanha conseguiu um feito inédito em sua história: subir ao pódio em um Mundial feminino. Em evolução, a seleção que havia eliminado o Brasil nas quartas de final derrotou a Dinamarca por 24 a 18 e garantiu a terceira posição em São Paulo, deixando as nórdicas em quarto. 
"Sempre acreditamos em nós mesmas", exaltou a goleira Silvia Navarro, principal nome da Espanha no Mundial de São Paulo. A arqueira foi a grande responsável pelas vitórias espanholas nas oitavas de final sobre Montenegro, nas quartas sobre o Brasil e também neste domingo. 
O último dia de Mundial havia sido iniciado na parte da manhã, com a surpreendente goleada da Seleção Brasileira sobre as então tricampeãs da Rússia por 36 a 20 e o quinto posto para as representantes nacionais. Pela disputa do sétimo lugar, a Croácia bateu Angola por 32 a 29.

Confira a classificação final do Mundial feminino:

1. Noruega
2. França
3. Espanha
4. Dinamarca
5. Brasil
6. Rússia
7. Croácia
8. Angola 
9. Suécia  
10. Montenegro
11. Coreia do Sul 
12. Islândia 
13. Romênia 
14. Japão 
15. Holanda 
16. Costa do Marfim 
17. Alemanha 
18. Tunísia 
19. Cazaquistão 
20. Uruguai 
21. China 
22. Cuba 
23. Argentina
24. Austrália

sexta-feira, 16 de dezembro de 2011

Seleção marca a 17s do fim e tem melhor resultado em Mundiais

Um gol de Ana Paula a 17 segundos do fim de uma emocionante partida deu à seleção brasileira feminina de handebol seu melhor resultado em Mundiais. O Brasil, que ficou atrás no placar a maior parte do jogo, venceu a Croácia por 32 a 31 e disputará o quinto posto neste domingo, contra Angola ou a tricampeã mundial Rússia.
A Croácia ainda teve 13 segundos para tentar o empate, mas um passe errado na última posso de bola deu a vitória ao Brasil, que supera o seu melhor resultado em Mundiais até hoje - o sétimo posto na Rússia, em 2005.
A Croácia liderou pelos primeiros 50 minutos de jogo, graças às belas defesas da goleira Grubisic e os gols de Penezic. A vantagem oscilava entre cinco, dois, um gol, mas as meninas do Brasil não conseguiam tomar a frente. Só no finzinho, motivado pela torcida e por uma série de defesas da goleira Chana, a virada veio.
O time da casa abriu 30 a 27 a sete minutos do fim, mas as europeias ainda reagiriam e conseguiram o empate. Só no último minuto é que Ana Paula conseguiu o gol da vitória.

terça-feira, 13 de dezembro de 2011

Brasil promete "guerra" contra Espanha para fazer história no handebol

A vaga para as quartas de final do Campeonato Mundial feminino de handebol ainda não é o bastante para a Seleção Brasileira. Depois da classificação com a vitória desta segunda-feira por 35 a 22 sobre a Costa do Marfim, o técnico Morten Soubak se disse confiante para enfrentar a Espanha na quarta-feira e avisou que o elenco verde e amarelo não deixará passar a chance inédita de se garantir em uma semifinal deste porte pela primeira vez na história.
"Eu tenho a certeza de que essas meninas vão para a quadra na quarta-feira para se matarem e fazerem história no handebol brasileiro, classificando-se para as semifinais", disse Soubak, que, enquanto falava, tinha a central Ana Paula ao lada balançando afirmativamente e respaldando sua opinião.
"Tenho certeza disso", repetiu Morten, que, entretanto, ainda espera ver mais torcedores no Ginásio do Ibirapuera. Apesar de ter conseguido nesta quarta seu recorde de público no torneio (4 mil, segundo dados da Federação Internacional de Handebol), a arena paulistana esteve longe de estar lotada. Na verdade, 4 mil pessoas representam um pequeno percentual de 36% da capacidade do local, que pode suportar até 11 mil espectadores.
A Espanha, assim como a maioria dos países europeus, é uma grande força do handebol. Tanto que, em 2009, conseguiu chegar à semifinal do Mundial e terminar na quarta colocação. Mas o status das futuras rivais não intimida a central Ana Paula. "Elas podem ter mais nome e mais títulos que a gente, mas o jogo dura 60 minutos e é ali na quadra. Não há favoritos", pregou a camisa 9.
O Brasil, que tem como melhor resultado em um Mundial feminino a sétima colocação obtida há seis anos, na Rússia, não esconde que o maior desejo para este final de 2011 é conseguir, ao menos, subir no pódio em São Paulo. Para isso, porém, seria necessária a classificação para as semis. E Morten Soubak é cauteloso ao falar da chave brasileira.
"É muito fácil falar sobre o que estou pensando da nossa chave daqui para a frente: não acho nada", descontraiu o dinamarquês.
"Estamos pensando só na Espanha, depois não sei o que vem. Preciso ganhar para poder planejar outras coisas. Se não venço, a vida acaba. Temos que mentalizar somente em como ganhar da Espanha", sintetizou. 
Brasileiras e espanholas se enfrentam na quarta-feira, no Ginásio do Ibirapuera, às 20h (de Brasília). Quem vencer pegará nas semis o vencedor do choque entre Noruega (atual campeã olímpica) e Croácia, que fazem a preliminar, às 17h15. Do outro lado da chave, Rússia e França reeditam a final do Mundial de 2009, enquanto a surpreendente Angola encara a Dinamarca.

Brasil atropela a Costa do Marfim e fica perto de fazer história no Mundial feminino de handebol

A seleção brasileira feminina de handebol está a um passo de seu melhor resultado na história dos Campeonatos Mundiais. Nesta segunda-feira, em jogo válido pelas oitavas de final do torneio jogado em São Paulo, o time venceu com tranquilidade a Costa do Marfim por 35 a 22 e garantiu-se na próxima fase. É a primeira vez que o Brasil irá jogar as quartas de final. Para isso, contou com grande atuação de Alexandra, que fez dez gols em 14 tentativas e foi eleita a melhor em quadra. No último segundo, a goleira Babi mais uma vez, como contra a Tunísia, fez um gol de sua área. No entanto, não foi validado.
O próximo adversário da equipe comandada pelo dinamarquês Morten Soubak será a Espanha, na quarta-feira, às 20h (de Brasília). Antes do Mundial, em amistosos preparativos, a seleção brasileira venceu as europeias por 28 a 24. Caso consiga ir à semi, ao menos um quarto lugar já estará garantido. Até hoje, o melhor resultado é o sétimo lugar, em 2005, quando o torneio ainda não tinha o formato de mata-mata.
Apesar da teórica superioridade brasileira, o time começou mal a partida. Mesmo assim, graças a Alexandra, conseguiu ficar na frente do placar. Dos seis primeiros gols da seleção, cinco foram marcados pela ponta direita. As africanas, sem pressão, conseguiram dificultar um pouco na primeira metade do tempo. Sofrendo com a marcação forte da Costa do Marfim e com alguns erros no ataque, o Brasil não conseguia se distanciar no marcador.
A partir dos 16 minutos, no entanto, o favoritismo nacional passou a fazer diferença. Duda e Fernanda cresceram na partida e, juntamente com Alexandra, ajudaram o Brasil a abrir vantagem. Nos dois minutos finais, o time fez quatro gols e foi para o vestiário vencendo com tranquilidade por 15 a 8. No primeiro tempo, o maior susto ficou por conta de uma bola na cara que a goleira Chana tomou. Logo em seguida, porém, ela voltou para a quadra e tranquilizou os torcedores.
No segundo tempo, as brasileiras voltaram dispostas a liquidar a partida logo de cara. Nos primeiros cinco minutos, conseguiram abrir ainda mais no placar e chegaram a ter 11 gols de vantagem. Aos poucos, o ritmo foi caindo, e o time passou a desperdiçar algumas claras oportunidades de marcar - foram três bolas na trave na etapa. A tranquilidade foi tamanha que Morten Soubak colocou a equipe reserva em quadra a partir dos 13 minutos, para dar ritmo de jogo. 
As suplentes conseguiram administrar a boa vantagem construída pelas companheiras e ainda contaram com a expulsão de uma marfinense a sete minutos do fim. Com uma a mais em quadra, as rivais sequer esboçaram algum tipo de reação, e demonstraram conformismo com a derrota.
No fim, o Brasil apenas trocou passes durante alguns momentos, apenas aguardando o fim da partida, para delírio dos 4 mil torcedores presentes no Ibirapuera.

sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

Seleção pede mais público em SP para finais do Mundial

A Seleção Brasileira não deixa de elogiar a animação da torcida paulista ao longo do Campeonato Mundial feminino de handebol, sempre muito barulhenta no Ginásio do Ibirapuera, mas nunca numerosa. Classificado para as oitavas de final, o time anfitrião do torneio espera as arquibancadas cheias para a fase decisiva da competição. Se possível, com as cadeiras completamente tomadas, para dar ainda mais força ao time, primeiro colocado do Grupo C.  
"Acho muito estranho, ainda tem muito espaço livre no ginásio", criticou o técnico da Seleção, o dinamarquês Morten Soubak, que havia classificado como importantíssimo o desempenho da torcida durante a vitória de virada por 26 a 22 sobre a França, na última terça-feira. Porém, em nenhum dos quatro jogos desta primeira fase, o Ibirapuera esteve tomado. 
A cada dia é possível notar mais empolgação da torcida, que cria um novo grito para incentivar as jogadoras brasileiras e que vibra e idolatra a goleira Chana a cada defesa da camisa 1. Nesta quinta-feira, durante a vitória por 33 a 28 sobre a Romênia, até cornetas agitavam as arquibancadas. Mas Soubak quer mais. 
"Se dizem que o handebol é um dos esportes mais jogados em escolas e clubes no Brasil, não tem razão para o público não estar aqui. Nossa equipe já está ganhando, agora virão os melhores jogadores do mundo... acho muito estranho. Então convido o povo para vir nos próximos jogos e encher isso aqui. Só tem a somar para a gente", pediu Soubak, apoiado pela pivô Dani Piedade, que balançava a cabeça positivamente enquanto o dinamarquês falava.
As críticas de Soubak podem ser justificadas pelo número de público registrado no Ibirapuera ao longo desta primeira fase. Segundo dados da Federação Internacional de Handebol (IHF), o Ibirapuera só atingiria sua capacidade máxima se os números de torcedores durante os quatro jogos do Brasil fosses somados. 
O maior público já registrado em partidas do Brasil no Mundial foi contra a França: 3,5 mil. Já nas partidas contra Romênia e Cuba, 3 mil torcedores estiveram presentes em cada um. Contra o Japão, foram apenas 1,5 mil fãs nas arquibancadas. Somando-se, teremos 11 mil - exatamente a capacidade máxima do Ginásio do Ibirapuera, segundo a Prefeitura de São Paulo.
Pequena, mas emocionante 
Apesar de em pouco número - o anel superior das arquibancadas do Ibirapuera ainda apresentam muitos espaços vazios, mas já estão muito mais apinhados do que na estreia, quando ficou praticamente às moscas -, o público tem arrepiado as jogadora da Seleção. Que o diga a dupla de armadoras formada por Duda Amorim e Deonise. 
"A torcida tem sido fundamental, foi impressionante o que o público fez durante a vitória sobre a França. Jogando no Brasil, nunca tinha sentido essa vibração. Nem mesmo nos Jogos Pan-Americanos do Rio de Janeiro de 2007. Ver o público incentivando e acreditando na gente...", comentou Deonise. "Nem no Pan. Emocionou", complementou Duda.

Brasil lidera grupo em Mundiais de handebol pela 1ª vez e está perto de melhor campanha

As quatro vitórias da seleção feminina de handebol na primeira fase do Mundial já garantiram ao time a primeira colocação do Grupo C, que está sendo jogado no Ginásio do Ibirapuera, em São Paulo. Os triunfos sobre Cuba, Japão, França e Romênia fizeram com que o time chegasse aos oito pontos e já não possa ser mais ultrapassado, independente dos resultados da última rodada. Mais do que isso: pela primeira vez na história dos Mundiais, o Brasil consegue terminar a fase de classificação como líder do seu grupo. 
O feito, é claro, já é exaltado pelas jogadoras e também pela comissão técnica. No entanto, o técnico Morten Soubak pede concentração e foco total dia após dia, para conseguir melhor ainda mais a campanha no torneio e até mesmo brigar por medalhas.
"Esse Mundial é um marco para o handebol brasileiro. Conseguimos vitórias importantes, e ainda tem esse fato de sermos as primeiras do país a terminar em primeiro lugar na fase de classificação. A gente sempre almeja estar entre as melhores do mundo, mas isso não acontece de uma hora para outra. Cada vitória é uma surpresa para nós, sabemos que temos potencial para ir longe", comemorou a pivô Dani Piedade, após o triunfo por 33 a 28 sobre a Romênia, nesta quinta-feira. 
Nas oitavas de final, segunda-feira, o Brasil pegará o quarto colocado do Grupo D, que provavelmente será a Costa do Marfim, seleção considerada mais fraca do que a brasileira. Em caso de uma eventual classificação para as quartas de final, já será o melhor resultado do país em Mundiais. 
Em 2005, chegou em 7º, mas o formato era diferente e não tinha mata-mata, como agora. Na ocasião, os três melhores de cada um dos grupos avançaram à fase seguinte, na qual foram divididos em dois grupos de seis. Depois de jogos dentro da chave, os dois melhores faziam a semifinal, e as colocações seguintes determinariam o lugar final no torneio.
Nesta sexta-feira, o Brasil encerra a fase de classificação diante da Tunísia, às 19h45 (de Brasília). No confronto, Morten Soubak deverá poupar suas principais jogadoras, que estão em uma sequência desgastante de jogos, e colocar em quadra atletas que atuaram menos até o momento, como Samira e Moniky. Mesmo se perder, a liderança está garantida.

Seleção Brasileira vence por 33 a 28 e lidera o grupo C, com quatro vitórias

As meninas da seleção brasileira seguem fazendo bonito no Mundial de Handebol, que está sendo realizado em São Paulo. Diante de bom público no Ginásio do Ibirapuera, o Brasil bateu a Romênia por 33 a 28 e garantiu a liderança do grupo C da competição, com quatro vitórias em quatro jogos. A ponta Alexandra foi a artilheira do confronto: oito gols.
- Apanhei bastante e sofri muitas faltas, mas deu tudo certo e consegui ajudar a equipe. É muito bom quando a maioria das bolas entra - comentou a goleadora. 
Empurrado pela torcida, o Brasil abriu 4 a 1 com facilidade. A Romênia reagiu, chegou a empatar a partida, mas não resistiu ao desempenho da equipe brasileira, que fez 9 a 5 com um gol da ponta Alexandra. No fim da etapa, as brasileira seguraram a dianteira e terminaram na frente: 14 a 11.
No segundo tempo, a Romênia apertou a marcação, seguiu na cola do Brasil, mas não arrancou a virada. A equipe verde-amarela admistrou o resultado e confirmou a sua invencibilidade: 33 a 28. 
O Brasil volta a jogar nesta sexta-feira, às 19h45m, contra a Tunísia, para confirmar a liderança da chave na primeira fase. As romenas, no entanto, enfrentam a forte seleção francesa, às 17h15m.

terça-feira, 6 de dezembro de 2011

Em Jogo emocionante, Brasil venceu a França de virada por 26 a 22

A Seleção Brasileira conseguiu uma vitória incrível nesta terça-feira no Campeonato Mundial feminino de handebol e garantiu com antecipação a vaga para as oitavas de final. Diante da poderosa França, atual vice-campeã do torneio, o time verde-amarelo superou os próprios erros, buscou uma reação épica no segundo tempo e saiu de quadra com a vitória por 26 a 22, na liderança do Grupo C ao final da terceira rodada e empolgando o Ginásio do Ibirapuera, em São Paulo. 
Depois de virar para o intervalo perdendo por 17 a 10, o Brasil teve uma atuação épica na etapa decisiva. Com a veterana Chana fechando o gol no segundo tempo e contando com um barulho enorme das arquibancadas, além de uma mudança tática feita pelo técnico Morten Soubak, a Seleção tirou a diferença do placar em pouco mais de 15 minutos e manteve o aproveitamento de 100%, com a terceira vitória no Mundial.
Com isso, o Brasil chegou aos seis pontos e não pode mais ser alcançado pelo Japão, quinto colocado com um. A Romênia aparece em segundo com cinco, enquanto a França caiu para a terceira posição do Grupo C, parada nos quatro. A Tunísia, no quarto posto, fecha a zona de classificação da chave, enquanto Cuba, com três derrotas, aparece zerada na lanterna. 
Antes do duelo entre brasileiras e francesas, a terceira etapa da primeira fase do grupoteve um equilibradíssimo duelo entre Romênia e Japão, que empataram por 28 a 28 em um jogo dramático: as asiáticas, que precisavam da vitória para seguirem sonhando com uma vaga às oitavas de final, conseguiram igualar no estouro do cronômetro. Antes, em duelo de duas equipes até então zeradas na pontuação, a Tunísia somou seu primeiro triunfo ao bater Cuba por 32 a 29. 
Agora, as seleções do Grupo C ganham a quarta-feira de folga e só retornam ao Ginásio do Ibirapuera na quinta, para a quarta e penúltima rodada da chave. Fechando o dia, o Brasil encara a Romênia às 19h45 (de Brasília); antes, Japão e Tunísia abrem o dia de partidas na capital paulista às 15h e, às 17h15, a França mede forças com Cuba.
França se sobressai com antijogo e contragolpes
A partida começou nervosa e extremamente equilibrada. A França, que exagerava nas faltas e dificultava para o Brasil, esteve sempre à frente do marcador, mas sem grande folga até o relógio chegar aos 10min, com 3 a 2. O Ginásio do Ibirapuera, com mais público do que nos outros dois jogos, se levantou mesmo na adversidade e não parou de gritar. Ainda assim, as francesas conseguiam com sucesso dificultar o ataque verde-amarelo.
As brasileiras, demonstrando certa afobação, passaram a desperdiçar muitas chances de ataque e viram as europeias aumentarem consideravelmente essa diferença. Com meros 43% de aproveitamento nos arremessos e sofrendo com contragolpes mortais, a Seleção foi para o intervalo perdendo por sete gols de desvantagem: 17 a 10. 
Chana fecha o gol e Brasil vira: 
Apesar da diferença considerável, o Brasil voltou melhor para o segundo tempo. A goleira Chana voltou como titular e foi ovacionada pela torcida, que vibrou muito e empolgou as jogadoras em quadra. Aliado a isso, Soubak abriu mão no esquema defensivo 6-0, deixou Alexandra mais à frente com o 5-1 e aumentou a zaga. Resultado: a vantagem francesa caiu para quatro gols com 9min, para 19 a 16.
A defesa brasileira, muito mais forte no segundo tempo, passou a dar sustentação para o ataque, que voltou eficiente para a etapa final. Aliado a isso, cada defesa de Chana enlouquecia ainda mais o público paulistano.
De tanto brigar, a Seleção buscou o empate aos 18min com 21 a 21, virou aos 20min para 22 a 21, provocou um barulho ensurdecedor no Ibirapuera e ganhou força para os últimos minutos. A diferença aumentou, o ginásio ficou em pé e não parou de gritar e comemorou a vitória histórica.

Contra "assustadora" França, Brasil tem 1º grande desafio no Mundial

Se quiser sonhar com um desempenho histórico no Campeonato Mundial feminino de handebol, a Seleção Brasileira terá nesta terça-feira sua primeira grande prova na competição. Depois de bater Cuba e Japão, teoricamente mais fáceis, a equipe comandada pelo dinamarquês Morten Soubak enfrenta às 19h45 (de Brasília), no Ginásio do Ibirapuera, a poderosa equipe da França, principal força do Grupo C e candidata a uma grande campanha no torneio realizado em São Paulo.
Assim como o Brasil, a França soma quatro pontos na chave, com duas vitórias, e está muito perto de se garantir antecipadamente às oitavas de final do Mundial. Para o time verde-amarelo, um resultado positivo pode assegurar mais do que a vaga para a próxima fase: seria uma afirmação no torneio e uma maneira de colocar medo nos adversários. Já as francesas entram em quadra dispostas a ratificar o status de favoritas.
Caso vença as francesas, a Seleção teria grande oportunidade de buscar a liderança do Grupo C - o que significaria enfrentar nas oitavas de final o time quarto colocado do D, provavelmente a Argentina. A derrota não abalaria o sonho de qualificação brasileiro, mas poderia colocar a equipe de Soubak em rota de colisão com um país europeu - e muito mais forte: Suécia, Dinamarca ou Croácia. Assim, uma vaga nas quartas de final e ficaria mais difícil, assim como a tentativa de buscar a melhor classificação em um Mundial - até hoje, o sétimo lugar de 2005.
No entanto, Soubak não esconde a dificuldade que será a partida desta terça-feira. Mas o dinamarquês, que não se cansa de estudar os esquemas táticos utilizados pelo técnico Olivier Krumbholz na França, trata de mostrar total confiança na equipe que comanda.
"A França assusta todo mundo", disse Soubak depois da vitória do Brasil por 32 a 24 sobre o Japão nesta segunda. "Meu laptop está cheio de gravações dos jogos da seleção francesa e sabemos muito bem o que vamos encontrar. O jogo vai ser muito duro, mas estamos preparados para este desafio", acrescentou.
O técnico do Brasil não poupou elogios ao falar do poderio físico da equipe francesa, mas os estilos parecidos dos dois elencos pode ser um fator favorável às anfitriãs. "Eu sei que fisicamente a França é um dos melhores times, mas estou contente porque temos um físico competitivo e uma maneira parecida de jogar. Será diferente do Japão, vamos ver", prosseguiu.
A ponta Alexandra, por sua vez, deixou clara a arma que o Brasil usará contra a França: o foco - algo que, aliás, tem faltado um pouco à Seleção, vítima de uma ligeira ansiedade que vem atrapalhando o setor ofensivo do time. "As francesas são muito fortes. Não sei como vamos fazer ainda, mas o nosso objetivo é ser um time com 50 minutos de concentração", comentou a jogadora, terceira artilheira do Mundial com 14 gols.
Por sua vez, a França está igualmente cautelosa e prevê um duelo complicado com a equipe dona da casa. A goleira Cleopatre Darleux que o diga. "O Brasil é um time muito difícil, ainda mais jogando em casa. E a equipe delas já mostrou ter um ataque poderoso e grandes goleiras", destacou a camisa 16.
França e Brasil medirão forças às 19h45 (de Brasília), fechando a terceira rodada do Grupo C no Ibirapuera. Antes, o dia na arena paulistana será aberto pelo encontro entre Tunísia e Cuba, às 15h e ainda receberá a partida entre Romênia e Japão.

Seleção derrota Japão e mantém 100% no Mundial

A Seleção Brasileira encontrou a primeira resistência no Campeonato Mundial feminino de handebol nesta segunda-feira, mas deixou a segunda rodada com 100% de aproveitamento no Grupo C e perto de uma vaga nas oitavas de final. Contra um aguerrido time japonês, as representantes nacionais tiveram mais problemas do que na estreia, mas saíram de quadra no Ginásio do Ibirapuera, em São Paulo, com a vitória por 32 a 24 e em boas condições na chave.
Depois de derrotar Cuba por 37 a 21 na sexta, o Brasil teve pela frente nesta segunda um conjunto japonês bastante ágil, que impôs dificuldades. Ainda assim, com grandes atuações da ponta Alexandra (eleita melhor em quadra), da armadora Duda Amorim e das goleiras Bárbara (no primeiro tempo) e Chana (no segundo), o time da casa puderam chegar aos quatro pontos no Grupo C e manter a invencibilidade. 
Além do Brasil, outras duas equipes venceram os dois compromissos no Grupo C e aparecem com quatro pontos no topo da liderança: a França, principal favorita da chave, e a Romênia. Enquanto isso, Tunísia, Cuba e Japão perderam as duas partidas até agora e aparecem zeradas na classificação. Os quatro países mais bem classificados avançam às oitavas de final.
A França, vice-campeã mundial em 2009, encontrou mais resistência que o esperado, mas conseguiu bater as africanas da Tunísia por 25 a 17 nesta segunda. Já a Romênia, que deve fazer um duelo particular com a Seleção Brasileira pelo segundo lugar da chave, teve um pouco mais de problemas para derrotar Cuba por 33 a 27. 
Brasil oscilante 
Temendo o rápido ataque adversário, o Brasil adotou a tática de formar um paredão na frente da área e dificultar as finalizações do baixo time japonês. Assim, com rápidas jogadas de contragolpe, a equipe anfitriã fez o primeiro gol aos 45s com a armadora Deonise e ampliou na sequência com a central Ana Paula.
Contudo, as brasileiras acabaram desperdiçando em seguida boas chances ofensivas ao cometer infrações. O Japão aproveitou o momento e, após anotar seu primeiro gol aos 5min de jogo, empatou com 5min30s e deu mostras de que poderia emparelhar a partida. Mas apenas pareceu: o Brasil reagiu rápido, fez quatro gols em menos de quatro minutos e abriu vantagem.
Mesmo contando também com a ajuda da trave, acertada quatro vezes pelas orientais, o time não aproveitou para aumentar a diferença no marcador até a metade da primeira etapa, quando vencia por 10 a 5. Entretanto, ainda que a goleira Bárbara tenha feito uma grande atuação, o time da casa acabou caindo de produção na reta final e foi para o intervalo com uma diferença apertada, de 16 a 12. 
Estabilidade e vantagem 
O segundo período foi mais tranquilo para a Seleção Brasileira, que voltou errando menos e aproveitando a pontaria certeira do eficiente trio Alexandra, Duda Amorim e Ana Paula. O ataque passou a ser mais eficiente (apesar de perder dois tiros de 7 m) e a defesa ficou mais sólida com a entrada da experiente goleira Chana.
Pouco a pouco o Brasil conseguiu dilatar a vantagem no marcador, até abrir 24 a 17. Mais tranquilo, e contando com uma noite inspirada de Chana, restou conservar a diferença até o estouro do cronômetro para ratificar a segunda vitória verde-amarela.
A próxima partida do Brasil será nesta terça, também às 19h45 (de Brasília) no Ginásio do Ibirapuera. A equipe de Morten Soubak terá o maior desafio nesta primeira fase contra a França, que também aparece invicta. Já as japonesas terão pela frente a Romênia, às 17h15. Tunísia e Cuba abrem a programação na arena paulistana.

segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

Angola surpreende rivais e lidera Grupo A do Mundial

Duas vitórias e 100 % de aproveitamento. Este é o desempenho da surpreendente Angola, líder isolada do Grupo A do Mundial Feminino de Handebol com quatro pontos conquistados. As angolanas bateram a Islândia, por 28 a 24, na segunda rodada da competição, neste domingo (4), na Arena Santos, em Santos, Litoral Paulista.  
"Trabalhamos dentro de esquema traçado em cima do jogo da Islândia na estréia. Co isso conseguimos melhor posicionamento defensivo. O ataque teve bom aproveitamento e isso fez a diferença. Vamos pensar em um jogo de cada vez. Agora já estamos focados em Montenegro, nosso próximo compromisso", comentou o auxiliar técnico de Angola, Edgar Neto. 
Jogo - O início de jogo surpreende a maioria dos presentes na Arena Santos. Com jogadas individuais das armadoras, Isabel Fernandes e Nair Filipe Alemida, Angola dominou os primeiros minutos. A equipe do técnico Francisco Eduardo Vivaldo chegou a estar vencendo por quatro gols de diferença, 13 a 9. A Islândia marcou pressão no encerramento da etapa e reduziu o marcador. Mesmo assim as angolanas fecharam o período em vantagem de 15 a 12. No segundo tempo brilhou a estrela da central angolana, Marcelina Kiala. A camisa 18 da Angola comandou sua equipe com velozes passes e arremates. A jogadora foi eleita melhor em quadra. Em momento algum a Islândia conseguiu se aproximar no placar. Angola fechou o jogo em 28 a 24 e garantiu a segunda vitória na chave.
"Entramos em quadra tranquilas e prontos para desenvolvermos nosso melhor jogo. Temos grande responsabilidade em representar bem o continente africano. Quero dividir o prêmio de destaque da partida com minhas companheiras. Sem elas isso não teria acontecido. O mais importante foi termos alcançado a vitória", destacou a camisa 18. 
Próximos jogos - a terceira rodada do Grupo A do Mundial Feminino de Handebol ocorrerá na próxima terça-feira (6).
Confira os jogos: 
15 horas - Montenegro x Angola 
17h15 - Noruega x Islândia
19h30 - Alemanha x China
Classificação do Grupo A após duas rodadas disputadas: 
1º - Angola - 4 pontos
2º - Islândia, Alemanha, Noruega e Montenegro - 2 pontos 
6º - China - 0 ponto

Alemanha perde para Montenegro e embola o Grupo A

Fonte:Mundo do Handebol
Em jogo emocionante e decidido nos últimos segundos, Montenegro conquistou a primeira vitória no Mundial Feminino de Handebol ao bater a Alemanha por 25 a 24, neste domingo (4), na Arena Santos, em Santos, Litoral Paulista. O triunfo reabilitou a seleção montenegrina da derrota sofrida para Islândia na estreia da competição.
A vitória de Montenegro embolou a classificação do Grupo A do Mundial. Além das montenegrinas, a própria Alemanha, Angola e a Islândia somam dois pontos até o momento. Os quatro primeiros colocados de cada chave avançam a próxima fase. Os dois últimos participarão da Presidents Cup, um minitorneio que definirá as posições de 17º a 24º na tabela final da competição.
"Não conseguimos pressionar como deveríamos a defesa de Montenegro. Por esse motivo demos espaços para que elas tivessem posicionamento adequado. Nosso grupo trabalhará forte ao longo dos treinamentos para não cometer mais esse erro no decorrer dos próximos jogos", analisou o técnico alemão, Heine Jensen.
Jogo - Após grande atuação da Alemanha na vitória diante da favorita Noruega e a derrota de Montenegro para Islândia na primeira rodada, todos esperavam que as alemãs vencessem com facilidade. Mas o que aconteceu dentro de quadra foi o contrário. As montenegrinas imprimiram forte ritmo de jogo no início e abriram vantagem de quatro gols em apenas 13 minutos jogados, 8 a 4. 
Preocupado com a falta de concentração apresentada por sua equipe, o treinador alemão, Heine Jensen, utilizou o seu tempo técnico. Após a conversa sua equipe voltou mais organizada e passou a reduzir a diferença no placar. Mesmo com belo gol em arremate forte de longa distância da armadora alemã, Franziska Mietzner, que balançou as redes em cinco oportunidades no primeiro tempo, Montenegro fechou a etapa inicial na frente, 12 a 10. Montenegro voltou ainda mais eficiente na defesa e ataque no segundo tempo. A Alemanha ainda tentou alternar jogadas pelas pontas e com a pivô. Mas com grande atuação da goleira, Marina Vukcevic, as montenegrinas foram abrindo vantagem. Aos 16 da etapa final o placar apontava confortáveis 20 a 15. 
No último minuto a Alemanha diminuiu a diferença para apenas um gol. Faltando apenas 10 segundos para o final, a armadora alemã Isabell Klein errou passe no contra ataque que poderia ter resultado no empate de sua equipe. Alegria montenegrina com a vitória garantida por apenas um gol de diferença: 25 a 24.
Próxima rodada - As duas equipes estarão de folga nesta segunda-feira (5). A Alemanha voltará à quadra na terça-feira (6), às 19h30, contra China. Já Montenegro enfrentará Angola, às 15h.

sábado, 3 de dezembro de 2011

Na estréia do Mundial Brasil vence Cuba por 37 x 21

Que bela estréia do Brasil contra as cubanas no Mundial que esta sendo realizado em São Paulo do dia 2 ao 18 de dezembro. Foi bonito de ver o sorriso de nossas meninas quando entraram em quadra e toda torcida aplaudindo.  
Brasil iniciou o jogo com uma defesa bem forte e agressiva, aproveitando e saindo em rápidos contra ataques e começando a abrir a diferença no placar. Já nos 15 minutos de jogo nossa seleção começou a cometer alguns erros de finalização e dando oportunidade para as cubanas diminuírem o placar. A defesa cubana sempre usando de muita forca na marcação, mas tomando alguns dois minutos.
Destaque do lado cubano no primeiro tempo para goleira “Guevara” que fez grandes defesas impedindo a seleção brasileira aumentar a vantagem. Para o Brasil o destaque foi Alexandra do Nascimento que no primeiro tempo marcou 6 gols. Brasil terminou o primeiro tempo com apenas 6 gols de vantagem, 17 x 11.
Brasil iniciou a segunda parte muito bem e com 5 minutos já estava com uma diferença de 10 gols de vantagem. Com 15 minutos o técnico Morten Soubak trocou toda equipe que manteve o ritmo até o final. Resultado 37 x 21.
Para o técnico Morten Soubak “a estréia foi muito boa, mas poderia ter sido muito melhor, poderíamos ter feito muito mais gols e tomado um pouco menos” concluiu o técnico do Brasil. Eduarda Amorim a Duda eleita a melhor do jogo disse “estou muito contente com a estréia, vencemos por uma boa diferença, todas nós ficamos contentes com a presença da torcida, não imaginávamos todo esse publico (aproximadamente 3 mil pessoas), esperamos que para o próximo venham mais”.
As duas equipes voltam a entrar em quadra na segunda-feira (5). Às 15h, Cuba enfrenta o Japão e, às 19h45, é a vez de o Brasil jogar contra a França. Dois jogos encerram amanhã (3) a primeira rodada do Grupo C: Romênia x Tunísia, às 15h, e França x Japão, às 17h15. 

BRASIL: Chana Masson (goleira), Barbara Arenhart (goleira), Fabiana Diniz, a Dara (3), Alexandra (7), Samira (4), Dani Piedade (3), Fernanda (8), Ana Paula (2), Jéssica (1), Silvia (1), Eduarda Amorim, a Duda (3), Francine Cararo (2), Mayara (1), Deonise Cavaleiro (2), Alessandra (0).
Técnico: Morten Soubak 

CUBA: Rivero (goleira), Miranda (goleira), Llovera (goleira), Valdez (0), Duanis (0), Zulueta (1), Hernandez (6), Lusson Miranda (2), Machado (1), Abreus (1), Zamora (0), Milan (9), Matos (1) 
Técnico: Lorenzo Verdecia

Abertura do Mundial de handebol tem "Star Wars" e público barulhento

O Campeonato Mundial feminino de handebol teve sua abertura na noite desta sexta-feira em São Paulo com um número não muito alto de torcedores incentivando a Seleção Brasileira, mas que surpreendeu a própria equipe nacional com bastante barulho em quadra. A grande surpresa da noite, porém, ficou por conta do tímido cerimonial que deu início ao evento, ao som do tema dos filmes "Guerra nas Estrelas". 
A famosa trilha sonora da famosa epopeia espacial criada por George Lucas, um tanto quanto deslocada do clima esportivo do Mundial, ecoou com força no Ginásio do Ibirapuera quando as jogadoras de Brasil e Cuba entraram em quadra e foram apresentadas à torcida. Antes, o cerimonial ainda teve um discurso de Hassan Moustafa, presidente da Federação Internacional de Handebol (IHF), e a apresentação das bandeiras dos 24 países participantes do torneio. 
Já depois com a bola em jogo na quadra do ginásio, chamou a atenção o barulho da torcida nas arquibancadas. Apesar de o anel superior do Ibirapuera não ter ficado bastante vazio, os fãs que compareceram se fizeram notar e receberam inclusive elogio da equipe brasileira. "Nós até brincávamos antes do jogo que não iria aparecer ninguém na torcida", admitiu a armadora Duda Amorim após a vitória por 31 a 17 do Brasil sobre o Cuba. "Só que veio mais gente do que o esperado. É muito bom jogar com essa torcida, espero que nos próximos jogos venham mais fãs", emendou a camisa 18.
Para ajudar no número de torcedores no Ginásio do Ibirapuera nesta sexta-feira, aliás, ocorreu inclusive uma "promoção" nos ingressos. A iniciativa partiu via Facebook pelo ex-jogador Paulo Geraldini, no grupo Novas Ideias para o Handebol brasileiro, e consistiu na troca de 1 kg de alimento não perecível por um ingresso. Sem a promoção, cada ingresso nas bilheterias é vendido por R$ 10.
Todas as doações, segundo Geraldini, serão destinadas para a Associação Centro Social Brooklin Paulista, uma Organização Não Governamental (ONG) fundada em 1957 que atua junto a comunidades carentes da zona sul de São Paulo, com objetivo de profissionalizar e conscientizar jovens de 3 meses a 18 anos. 
A troca de alimentos por um ingresso para o Mundial de handebol ainda não está confirmada para a sequência do torneio. Contudo, os organizadores da promoção planejam estendê-la para as demais quatro partidas da Seleção Brasileira na primeira fase, até a próxima sexta-feira. 
Integrante do Grupo C do Mundial feminino, o Brasil ainda pegará na primeira fase as seleções de Japão (5 de dezembro), França (dia 6), Romênia (8) e Tunísia (9). As quatro equipes mais bem colocadas da primeira fase avançam para as oitavas de final.
O torneio será realizado até 18 de dezembro, data programada para a decisão, no Ginásio do Ibirapuera. Além da capital paulista, as cidades de Santos, Barueri e São Bernardo do Campo receberão os grupos A, B e D, respectivamente.
O país campeão do Mundial garante vaga automática para a Olimpíada de 2012, enquanto as seleções que ficarem entre o segundo e o sétimo posto do torneio se classificam para o Pré-Olímpico, em maio. Por conta da medalha de ouro conquistada nos Jogos Pan-Americanos de Guadalajara, o Brasil já está garantido em Londres.

sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

Mundial feminino do Brasil utilizará novas regras da Federação Internacional

O Campeonato Mundial Feminino de Handebol, que será disputado de 2 a 18 de dezembro em São Paulo, será o primeiro da categoria adulta a adotar as mudanças de regras definidas em julho pela Federação Internacional de Handebol (IHF). A principal novidade é o aumento do número de atletas por equipe.
A entidade determinou que, a partir de agora, em vez de 14, será permitido que 16 atletas sejam relacionados por partida e estejam em quadra. Outra alteração também beneficia os treinadores. Eles terão direito a três tempos técnicos por jogo. Antes, eram dois. As paradas serão solicitadas por meio de cartões verdes numerados de 1 a 3. Dos três tempos disponíveis, o treinador pode utilizar, no máximo, dois por etapa, com uma restrição: nos cinco minutos finais da partida, só poderá parar a disputa uma vez.
"Essas duas novidades, solicitadas por técnicos, já foram utilizadas no Mundial Juvenil Masculino da Argentina (em agosto) e nos Jogos Pan-Americanos de Guadalajara (em outubro). A terceira mudança será adotada pela primeira vez: o intervalo passa a ser de 15 minutos, e não mais de dez, a pedido da televisão", explicou o diretor de arbitragem da Confederação Brasileira de Handebol (CBHb), Sálvio Pereira Sedrez.
Os amistosos que a Seleção Feminina realizou neste fim de semana, com Espanha e Holanda, já foram apitados de acordo com o novo regulamento, e o mesmo valerá para os próximos amistosos. A equipe comandada pelo dinamarquês Morten Soubak enfrenta Montenegro hoje (29), na Arena Santos, e amanhã (30) pega Noruega, no mesmo ginásio. Os dois jogos serão às 19h30. O calendário brasileiro de competições adotará as regras a partir de 2012.

Seleção Brasileira estreia ( Hoje ) contra Cuba, às 21h, no Ginásio do Ibirapuera

A Seleção Brasileira joga contra Cuba amanhã (2), às 21h, na abertura do Mundial Feminino de Handebol. A partida será no Ginásio do Ibirapuera, em São Paulo, e terá transmissão ao vivo do Esporte Interativo. Comandado pelo dinamarquês Morten Soubak, o Brasil vem embalado depois de vencer três amistosos preparatórios, contra Espanha (28 a 24, no sábado), Holanda (30 a 27, domingo) e Montenegro (28 a 24, na terça-feira).  
"Estreia sempre é especial. Estamos prontos para o torneio. Cuba é uma equipe muito forte fisicamente, mas nos preparamos bem para esta partida. Vamos jogar da mesma forma como fizemos nos amistosos e tentar explorar os contra-ataques para sair com a vitória", disse o treinador.
Participam do Mundial 24 seleções. Brasil e Cuba estão no Grupo C, junto com França, Romênia, Tunísia e Japão, com sede em São Paulo. Em Santos, ficam as seleções do Grupo A: Noruega, Alemanha, Angola, Islândia, China e Montenegro. O Grupo B, em Barueri, é composto por Rússia, Espanha, Holanda, Coreia do Sul, Cazaquistão e Austrália. No Grupo D, em São Bernardo do Campo, estão Dinamarca, Suécia, Argentina, Uruguai, Costa do Marfim e Croácia. 
O campeão do torneio se classifica automaticamente para os Jogos Olímpicos, no ano que vem. Os outros seis melhores que ainda não estiverem com vaga garantida em Londres vão disputar um Pré-Olímpico no ano que vem, do qual saírão mais seis classificados.
Atleta mais experiente da Seleção, a goleira Chana Masson acredita que o Brasil tem tudo para fazer uma boa campanha. "Faz tempo que temos condições de conquistar um resultado importante. Na última Olimpíada (2008, em Pequim) e no último Mundial (2009, também na China), a Seleção jogou bem. A gente perdia no finalzinho por um ou dois gols. Nosso grupo agora tem chances reais", disse a jogadora, de 32 anos. A melhor classificação da equipe até aqui foi o sétimo lugar no Mundial da Rússia, em 2005.
Na opinião de Chana, a equipe precisa, primeiro, pensar em se classificar na primeira fase para depois pensar no pódio", disse a atleta de 32 anos. "Já disputei muitos jogos, várias finais e, se a equipe precisar, vou estar aí, independetemente de começar jogando. Vou colocar minha experiência em quadra para ajudar", completou.

INGRESSOS
Definido o LOCAL para Entrega dos Ingressos para o Jogo de Abertura, amanhã 02/dez a partir das 17hs - Handebol Fem - Brasil x Cuba!!
A distribuição de INGRESSOS será GRATUITA, fazendo a DOAÇÃO de 1 kg de alimento não perecível (Açúcar, café, biscoito doce ou salgado, arroz, farinha ou lata de óleo, EXCETO sal). 
Pedimos que usem uma camiseta VERDE ou AMARELA !!! LOCAL para TROCA do ingresso - Entrada pelo Portão da Av. Mal. Estênio Albuquerque Lima, procurem pelos VOLUNTÁRIOS com camisetas LARANJAS, defronte às entradas 8 e 9 do Ginásio do Ibirapuera. Vamos lotar o GINÁSIO DO IBIRAPUERA para a Cerimônia de Abertura e jogo Brasil x Cuba. Vamos prestigiar nossas Atletas da Seleção Brasileira !! Chegou a Nossa Hora !! As doações seguirão para a Associação Centro Social Brooklin Paulista.

Organização do Mundial de handebol admite receio com baixo público em SP e 'doa' ingressos

Desde maio deste ano, quando 'herdou' a sede do Mundial de handebol, a cidade de São Paulo corre para deixar tudo pronto para a competição, que começa nesta sexta-feira, com a cerimônia de abertura e o jogo entre Brasil e Cuba, às 21h, no Ibirapuera. Com os ginásios de São Paulo, Santos, São Bernardo e Barueri prontos, o desafio da organização muda de foco: o público. O pouco apelo do handebol no país e o período do ano são considerados fatores que "jogam contra" a lotação dos quatro locais que receberão partidas do Mundial. Mauro Chekin, coordenador das arenas esportivas do torneio, admitiu ao UOL Esporte que a organização está apreensiva em não conseguir ao menos um bom público para os jogos. "Estamos em um período natalino, e conhecemos o povo brasileiro, sabemos a cultura existente. Realmente é um fator que nos preocupa, mas fizemos algumas ações e acredito que o público vá às partidas". 
As ações a que o coordenador se refere, na verdade, não envolvem a parte de marketing. A ideia inicial era que os ingressos não fossem cobrados para nenhum jogo do torneio, pelo menos até as fases finais. No entanto, a IHF (Federação Internacional de Handebol) exige que as entradas sejam cobradas. Por isso, uma cota mínima foi colocada à venda, enquanto grande parte dos bilhetes estão sendo distribuídos em escolas e clubes que procuram a organização e demonstram interesse em levar um grupo para os ginásios, em sua maioria crianças. 
Na cidade de São Paulo, onde o ginásio que abrigará os jogos é o Ibirapuera, não há nenhuma propaganda que informe ao público da disputa do Mundial, um dos principais campeonatos da modalidade. Em rádios e televisões abertas também não há nenhuma veiculação de anúncios da competição para chamar o público. Apenas uma emissora aberta, mas em UHF, tem os direitos de transmissão, mas mesmo assim o receio permanece.
Além deste desafio, os organizadores tiveram um trabalho maior justamente com o ginásio do Ibirapuera, principal sede e previsto para receber a final, que acontece no dia 18 de dezembro. A estrutura da quadra não atendia às medidas necessárias de uma quadra de handebol, e, por isso, teve de ser erguida um tablado para fixar o piso e cumprir o regulamento, que exige as dimensões de 20m x 40m. 
Os trabalhos tiveram de ser feitos de maneira acelerada, já que, inicialmente, o Mundial estava previsto para acontecer em Santa Catarina. Em maio deste ano, no entanto, os catarinenses desistiram da competição, e o Brasil quase perdeu o direito de sediar o torneio. São Paulo, então, 'acolheu' o torneio e em pouco mais de sete meses reformou alguns detalhes necessários nos ginásios e na infraestrutura necessária.
"Santos, Barueri e São Bernardo estavam praticamente prontos. Passaram apenas por alguns detalhes para suportar a imprensa nacional e internacional. O maior trabalho foi mesmo o Ibirapuera, até por causa do tempo reduzido que tivemos. Foi um desafio, mas a gente sabia que ia dar certo", afirmou Mauro Chekin. 
O Mundial feminino será disputado entre esta sexta-feira e o dia 18 de dezembro, quando será realizada a final. A partir das quartas de final, todos os jogos serão disputados no Ibirapuera. 
Para todos os jogos, independentemente da sede, os ingressos custam R$ 10 (arquibancada) e R$ 25 (setor premium).

quarta-feira, 30 de novembro de 2011

Treinador da Noruega espera muito do Brasil no Mundial

A seleção feminina de Handebol da Noruega será a rival do Brasil nesta quarta-feira, às 19h30min, na Arena Santos, no último amistoso das donas da casa antes da estreia no Campeonato Mundial. As norueguesas, atuais tetracampeãs europeias e campeãs olímpicas em Pequim, prometem ser um excelente teste. A equipe vem ao Brasil com status de uma das favoritas ao título e com a vaga para a Olimpíada de Londres já garantida.
O técnico da equipe é o islandês Thorir Hergeirsson, que assumiu o comando da seleção em 2009. Em seu primeiro torneio, o Mundial da China, em 2009, ficou com a medalha de bronze. Um ano depois, alcançou sua primeira conquista, ao levar a Noruega ao título do Campeonato Europeu (o quarto consecutivo do país).

Nesta entrevista, Thorir fala da importância do torneio para a sua equipe e revela que tem grande expectativa em relação à performance do Brasil.

É uma vantagem importante para a Noruega já estar classificada para as Olimpíadas? Isso significa que o torneio é apenas um passo no sentido da preparação olímpica? 

Nós queremos lutar por uma medalha. Eu acho que isso diz tudo. É claro que o desenvolvimento da equipe - também tendo em vista dos Jogos Olímpicos - tem prioridade. Vamos ver no Mundial, mas temos menos pressão do que as outras equipes. Uma coisa é clara: o Brasil é um passo importante no caminho para Londres.
Algumas jogadoras importantes podem não estar presentes no Brasil.

Como você pretende montar sua equipe? 

Temos de esperar até o momento do Mundial começar. Não tenho nada determinado ainda. Duas ou três jogadoras importantes se contundiram na fase de preparação. Se não estiverem em condição de jogo, nós vamos montar um plantel mais jovem. Assim, o Mundial do Brasil será um verdadeiro desafio para nós. Espero que as jogadoras mais experientes sejam capazes de participar, até para dar apoio às atletas mais jovens.
Quais são seus objetivos no Mundial do Brasil?
Queremos lutar por uma medalha em qualquer caso e, depois, iniciar a mudança em direção a uma geração mais jovem. Temos de tornar nosso jogo consistente e minimizar as diferenças entre os altos e baixos. Assim, tudo depende do nosso pessoal, mas nosso objetivo é uma medalha. 

Como você classifica seus concorrentes? 

O handebol feminino fez muitos progressos nos últimos anos. Muitas nações se desenvolveram muito bem e tornaram-se fortes concorrentes, o que é excelente para toda a modalidade. É, portanto, também um dos objetivos da Noruega promover o handebol feminino como um todo e aumentar o seu nível. 

Que países são seus principais concorrentes na luta pelas medalhas?

Rússia e França têm, atualmente, os melhores times. As russas são tradicionalmente fortes em Mundiais, enquanto uma excelente equipe tem surgido na França. Além disso, existem países como Suécia, Alemanha, Espanha, Coreia do Sul e Brasil, que têm boas chances de ganhar uma medalha. Eu espero muito em particular do Brasil, não só por causa de sua vantagem em jogar em casa. 

Como você classifica seus adversários na fase preliminar?

Alemanha e Montenegro têm grandes times, mas eu prefiro ver de perto as seleções de Angola e China que, certamente, podem ser grandes surpresas. 

Gro Hammerseng (grávida) vai desfalcar sua equipe.Como você analisa a perda dessa jogadora-chave?

Se uma jogadora importante está ausente, as outras atletas têm de assumir seu papel. É simples! Gro afirmava que sua carreira no handebol não tinha acabado, mas temos que ver como ela retornará à equipe depois que seu bebê nascer. No momento, temos que, simplesmente, desenvolver e melhorar a equipe sem ela.

Sua equipe é composta por muitas jovens de grande talento e jogadoras mais experientes atuando juntas. Sim, temos jovens promissoras, como Nora Mork e Amanda Kurtovic.
Quanto às mais experientes, elas estão preocupadas em desempenhar um papel de liderança, o que empurra a nossa equipe para frente. Você considera uma vantagem ou desvantagem muitas de suas jogadoras atuarem juntas em um clube (Larvik)? Isso não é problema. Uma grande atmosfera prevalece em ambos os lados, e as atletas se dão muito bem. Acho que a equipe nacional pode beneficiar-se em grande parte dessa constelação. Estou em contato muito próximo com os treinadores dos clubes das nossas jogadoras, em particular com o Larvik, é claro.