segunda-feira, 21 de novembro de 2011

São Paulo corre contra o tempo para adequação dos ginásios no Mundial

Enquanto os holofotes estão ligados sob as 12 cidades brasileiras que receberão a Copa do Mundo de 2014, quatro municípios de São Paulo correm contra o tempo para cumprir exigências tão ou mais rigorosas do que as feitas pela Fifa, para ter o Campeonato Mundial Feminino de Handebol, que ocorre entre os dias 2 e 18. São Bernardo, São Paulo (Ibirapuera), Santos e Barueri aceitaram o desafio de sediar a primeira disputa mundial da modalidade nas Américas e para isso tiveram que adequar suas praças esportivas.
São Bernardo, que sedia o maior evento esportivo da história da cidade, precisou fazer adaptações na quadra do Ginásio Poliesportivo, além de instalar novos chuveiros e fazer obras nos vestiários. O Ibirapuera, na Capital, porém, será a sede com intervenção mais intensa. Para obedecer o tamanho oficial exigido pela IHF (sigla em inglês da Federação Internacional de Handebol) a quadra precisou ser elevada em 1,6 m. A Arena Santos, no Litoral e o Ginásio José Corrêa, em Barueri, passaram por reformas mais modestas.
As obras no Poliesportivo de São Bernardo serão em duas etapas. Na primeira, a Prefeitura ficou encarregada de aumentar o espaço entre a quadra e a arquibancada, dobrar o número de chuveiros nos vestiários - de quatro para oito - e construir algumas paredes separando áreas secas e molhadas. O custo foi dissolvido no orçamento da Secretaria de Esportes. "Usamos nosso pessoal para a mão-de-obra e os materiais que já tínhamos. Por isso não dá para contabilizar quanto custou às intervenções", comentou o secretário José Luiz Ferrarezi. 
Na segunda fase da reforma, de responsabilidade da Confederação Brasileira de Handebol, será mudado o sistema de refletores, instalado piso emborrachado, entre outros equipamentos. "Fizemos nossa parte, agora estamos esperando que a CBHb faça a dela. Será preciso ainda instalar geradores, área mista para a passagem dos jogadores e toda a parte de tecnologia da informação para atender a necessidade da imprensa mundial que irá cobrir a competição", ressaltou Ferrarezi. 
Só em São Bernardo, são esperados pelo menos 120 profissionais da imprensa, a maioria dos países nórdicos onde o handebol é o primeiro esporte na preferência popular. Além disso, a competição terá transmissão em alta definição ao vivo para todos os países europeus e outros espalhados pelo mundo.

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