sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

Seleção pede mais público em SP para finais do Mundial

A Seleção Brasileira não deixa de elogiar a animação da torcida paulista ao longo do Campeonato Mundial feminino de handebol, sempre muito barulhenta no Ginásio do Ibirapuera, mas nunca numerosa. Classificado para as oitavas de final, o time anfitrião do torneio espera as arquibancadas cheias para a fase decisiva da competição. Se possível, com as cadeiras completamente tomadas, para dar ainda mais força ao time, primeiro colocado do Grupo C.  
"Acho muito estranho, ainda tem muito espaço livre no ginásio", criticou o técnico da Seleção, o dinamarquês Morten Soubak, que havia classificado como importantíssimo o desempenho da torcida durante a vitória de virada por 26 a 22 sobre a França, na última terça-feira. Porém, em nenhum dos quatro jogos desta primeira fase, o Ibirapuera esteve tomado. 
A cada dia é possível notar mais empolgação da torcida, que cria um novo grito para incentivar as jogadoras brasileiras e que vibra e idolatra a goleira Chana a cada defesa da camisa 1. Nesta quinta-feira, durante a vitória por 33 a 28 sobre a Romênia, até cornetas agitavam as arquibancadas. Mas Soubak quer mais. 
"Se dizem que o handebol é um dos esportes mais jogados em escolas e clubes no Brasil, não tem razão para o público não estar aqui. Nossa equipe já está ganhando, agora virão os melhores jogadores do mundo... acho muito estranho. Então convido o povo para vir nos próximos jogos e encher isso aqui. Só tem a somar para a gente", pediu Soubak, apoiado pela pivô Dani Piedade, que balançava a cabeça positivamente enquanto o dinamarquês falava.
As críticas de Soubak podem ser justificadas pelo número de público registrado no Ibirapuera ao longo desta primeira fase. Segundo dados da Federação Internacional de Handebol (IHF), o Ibirapuera só atingiria sua capacidade máxima se os números de torcedores durante os quatro jogos do Brasil fosses somados. 
O maior público já registrado em partidas do Brasil no Mundial foi contra a França: 3,5 mil. Já nas partidas contra Romênia e Cuba, 3 mil torcedores estiveram presentes em cada um. Contra o Japão, foram apenas 1,5 mil fãs nas arquibancadas. Somando-se, teremos 11 mil - exatamente a capacidade máxima do Ginásio do Ibirapuera, segundo a Prefeitura de São Paulo.
Pequena, mas emocionante 
Apesar de em pouco número - o anel superior das arquibancadas do Ibirapuera ainda apresentam muitos espaços vazios, mas já estão muito mais apinhados do que na estreia, quando ficou praticamente às moscas -, o público tem arrepiado as jogadora da Seleção. Que o diga a dupla de armadoras formada por Duda Amorim e Deonise. 
"A torcida tem sido fundamental, foi impressionante o que o público fez durante a vitória sobre a França. Jogando no Brasil, nunca tinha sentido essa vibração. Nem mesmo nos Jogos Pan-Americanos do Rio de Janeiro de 2007. Ver o público incentivando e acreditando na gente...", comentou Deonise. "Nem no Pan. Emocionou", complementou Duda.

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